Biomedicina-Parte 7 (63-75)

 Insuficiência renal crônica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Insuficiência renal crônica é a síndrome metabólica decorrente da perda progressiva, irreversível e geralmente lenta da função dos rins (glomerular, tubular e endócrina).

 

 

Avaliação da função renal

Uma boa maneira para avaliar a função renal é através da estimativa da filtração glomerular (FG) pela medida da depuração de creatinina, a qual constitui um bom índice da função renal e deve ser utilizada para o diagnóstico de insuficiência renal crônica. A mensuração da filtração glomerular através da coleta de urina de 24 horas, tem se mostrado útil na avaliação da função renal, no entanto, esse método não é superior às estimativas provenientes de equações. Isso pode ser explicado por erros durante a coleta de urina de 24 horas e variações diárias na excreção de creatinina. Uma das principais fórmulas para estimar a filtração glomerular é a equação de Cockcroft-Gault: FG (ml/min) = (140 – idade) x peso x (0,85 se mulher) / 72 x Creat sérica.

Estadiamento

  • Fase de função renal normal sem lesão renal: inclui os pacientes nos chamados grupos de risco para desenvolvimento de IRC (hipertensos, diabéticos, etc.), mas que ainda não desenvolveram lesão renal.

  • Fase de lesão renal com função renal normal: existe lesão renal em fase inicial com filtração glomerular acima de 90ml/min/1,73m2.

  • Fase de insuficiência renal funcional ou leve: ocorre déficit de função renal com ritmo de filtração glomerular entre 60 e 89ml/min/1,73m2. Nessa fase os níveis de uréia e creatinina são normais e não há sintomas clínicos importantes.

  • Fase de insuficiência renal laboratorial ou moderada: a avaliação laboratorial mostra níveis elevados de uréia e creatinina com ritmo de filtração glomerular entre 30 e 59ml/min/1,73m2. O paciente apresenta sinais e sintomas discretos de uremia, mantendo-se clinicamente bem.

  • Fase de insuficiência renal clínica ou severa: existem sinais e sintomas evidentes de uremia e ritmo de filtração glomerular entre 15 e 29ml/min/1,73m2.

  • Fase de insuficiência renal terminal ou dialítica: os rins não conseguem manter a homeostase do meio do organismo e o paciente encontra-se intensamente sintomático, necessitando de diálise ou transplante renal com tratamento. O ritmo de filtração glomerular é inferior a 15ml/min/1,73m2.

Grupos de risco

Os pacientes pertencentes ao grupo de risco para o desenvolvimento de insuficiência renal crônica devem ser submetidos anualmente a exames para avaliar a presença de lesão renal. Os exames utilizados para tal finalidade são: uréia, creatinina, potássio, urina I, clearance de creatinina e proteinúrias.

Causas de IRC

De acordo com dados publicados pelo Registro Latino-americano de Diálise e Transplante em 1997, as principais causas de IRC no Brasil eram: glomerulonefrite crônica (24%), hipertensão arterial (22%) e diabetes mellitus (15%). Outras causas incluem a nefrite túbulo-intersticial, necrose cortical, processos obstrutivos, amiloidose, lupus, rins policísticos, síndrome de Alport, etc.

Quadro clínico

Reduções de até 50% na função renal não provocam sinais e sintomas evidentes, enquanto que reduções maiores causam inúmeros sinais, sintomas e complicações em quase todos os órgãos e sistemas do organismo. Veja abaixo algumas das alterações encontradas no renal crônico.

  • Hipervolemia: conseqüência da expansão do volume extracelular devido a maior retenção de sódio e água, levando a repercussões cárdio-pulmonares, além de contribuir para o aparecimento de HAS. O controle pressórico pode ser conseguido com a redução da volemia através de diuréticos ou diálise (hipertensão volume dependente). Em alguns casos, a hipertensão persiste mesmo após a retirada do excesso de volume extracelular. Nesses casos, além do controle volêmico com diuréticos e diálise, faz-se necessário o uso de drogas anti-hipertensivas.

  • Edema: causado pela retenção de sal e água, insuficiência cardíaca e hipoalbuminemia.

  • Hiperpotassemia: ocorre devido a menor excreção renal, alta ingestão de potássio, acidose e uso de drogas que interferem na excreção de potássio (IECA, espironolactona, etc.)

  • Hiperfosfatemia: ocorre devido a menor excreção renal e dieta rica em fósforo.

  • Acidose: conseqüência da incapacidade renal de gerar bicarbonato e outros tampões, além da excreção deficiente de ácidos.

  • Intolerância à glicose: acredita-se que toxinas urêmicas levariam a uma maior resistência periférica à insulina.

  • Anemia: como conseqüência da produção deficiente de eritropoitina.

  • Osteodistrofia renal: é uma anormalidade óssea que se apresenta clinicamente por dores ósseas, fraturas patológicas e colapso de vértebras, entre outras. Em pacientes renais crônicos não ocorre a formação de 1,25 di-hidroxicolecalciferol, acarretando menor absorção intestinal de cálcio e maior secreção de PTH. Assim, o paciente apresenta-se com hipocalcemia e o PTH retira cálcio do osso para tentar manter o nível sérico desse íon normal. Com o tempo, a hipovitaminose leva a um quadro de osteomalácia pois há calcificação deficiente do osso. Por outro lado, os altos níveis de PTH causam tanto destruição quanto formação óssea, gerando a chamada osteíte fibrosa.

  • Síndrome urêmica: conseqüência da retenção de produtos tóxicos do metabolismo e da incapacidade do rim em manter a homeostase interna.

Progressão

Uma característica importante da IRC é o seu caráter progressivo, levando a piora da função até mesmo na ausência da causa inicial que determinou a lesão renal. Com a lesão inicial ocorre perda de néfrons e os néfrons remanescentes tornam-se hipertróficos e hiperfiltrantes a fim de manter a homeostase do organismo. Essas alterações levam à produção de citocinas, fatores de crescimento e hormônios, que seriam responsáveis pelo processo de proliferação celular, recrutamento de células inflamatórias, proliferação de colágeno e fibrose. A produção contínua de fibrose glomerular e intersticial acaba por determinar perda progressiva dos néfrons e da filtração glomerular.

Os néfrons remanescentes aumentam a excreção fracional de muitos solutos, mantendo constante o balanço de sódio, potássio e água até fases avançadas de IRC. O tempo que a lesão renal leva para evoluir até IRC terminal é bastante variável, dependendo da etiologia da lesão renal, aspectos raciais, imunitários, estado hipertensivo, sobrecarga protéica, etc.

Projetos de Prevenção às Doenças Renais

Existem empresas e entidades que deselvovem ações para conscientizar as pessoas sobre às doenças renais. A maioria delas têm como objetivo despertar na população, que a prevenção ainda é o melhor remédio.

Entre eles podemos destacar:

  • Campanha de Prevenção de Doença Renal da Sociedade Brasileira de Nefrologia[1]

  • Liga Acadêmica de Prevenção às Doenças Renais (PRE-RENAL), da UFJF[2]

A PRE-RENAL é uma Liga Acadêmica da UFJF que realiza ações e campanhas com o intuito de despertar a atenção da população para a importância de prevenir e tratar a DRC nas suas fases iniciais.

  • Blog cuide dos seus rins[3]

Este Blog pretende abrir um espaço para a discussão em torno do assunto e foi desenvolvido pela Sultech.

Membrana basal glomerular

Membrana basal glomerular

Glomérulo.

Esquema da barreira de filtração (sangue-urina) no rim. A. As células endoteliais do glomérulo; 1. poro (fenestra).
B. Membrana basal glomerular: 1. lâmina rara externa 2. lâmina densa 3. lâmina rara interna

C. Podócitos: 1. proteína enzimática e estrutural 2. fenda de filtração 3. diafragma

MeSH

glomerular+basement+membrane

Dorlands/Elsevier

m_08/12522684

A membrana basal glomerular (MBG) é a porção da lâmina basal do glomérulo que realiza a filtração através das fendas de filtração entre os podócitos, separando o sangue do interior do filtrado do exterior. É uma fusão da célula endotelial e das lâminas basais dos podócitos.

 

 

Camadas

A membrana basal glomerular possui três camadas: [1]

Camada

Localização

Composição

Função

lâmina rara externa

adjacente aos processos dos podócitos

sulfato de heparan

bloqueio pela carga

lâmina densa

zona central escurecida

colágeno tipo 4 e laminina

bloqueio pelo tamanho (MW > 69,000)

lâmina rara interna

adjacente às células endoteliais

sulfato de heparan

bloqueio pela carga

Patologia

  • Síndrome de Goodpasture é também conhecida como “doença anti-membrana basal glomerular”. Os capilares se tornam inflamados como resultado de lesões na membrana basal glomerular causada por anticorpos.

  • Síndrome nefrótica é uma mudança na estrutura do mecanismo de filtração glomerular, geralmente na membrana basal glomerular. Alguns sintomas incluem proteinúria, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia.

  • Glomeruloesclerose diabética é um espessamento da membrana basal glomerular, que pode se tornar até 4-5 vezes mais espessa que o normal. Pode ser causada por deficiência de insulina ou pela hiperglicemia resultante.

Ver também

  • Membrana basal

  • Nefrina

Referências

  1.  JCI – New articles published

Pelve renal

Pelve renal

Secção frontal através do rim.

Partes do rim:
1. Pirâmide renal
2. Artéria eferente
3. Artéria renal
4. Veia renal
5. Hilo renal
6.
Pelve renal
7. Ureter
8. Cálice menor
9. Cápsula renal
10. Cápsula renal inferior
11. Cápsula renal superior
12. Veia aferente
13. Néfron
14. Cálice menor
15. Cálice maior
16. Papila renal
17. Coluna renal

Latim

p. renalis

Gray’s

assunto #253 1221

Precursor

Ureteric bud

MeSH

Kidney+pelvis

Dorlands/Elsevier

p_10/13473676

Pelve renal (ou bacinete) é a porção proximal do ureter no rim que é dilatada em forma de funil.

É o ponto de convergência de dois ou três cálices principais. Cada papila renal é cercada por um ramo da pelve renal chamada cálice.

A principal função da pelve renal é atuar como um funil para a urina fluir para o ureter.

Imagens adicionais

Rim e bexiga primitivos.

Secção vertical do rim.

Rim

Rim

Latim

ren

Gray’s

assunto #253 1215

Vascularização

artéria renal

Drenagem venosa

veia renal

Inervação

plexo renal

MeSH

Kidney

Dorlands/Elsevier

k_03/12470097

Rim é cada um dos dois órgãos excretores, em forma de feijão (tendo no ser humano, aproximadamente 11 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de espessura). É o principal órgão do sistema excretor e osmoregulador dos vertebrados. Os rins filtram dejetos (especialmente uréia) do sangue, e os excretam, com água, na urina; a urina sai dos rins através dos ureteres, para a bexiga.

Anatomia

Localização

Em humanos, os rins estão localizados na região posterior do abdomen, atrás do peritoneo, motivo pelo qual são chamados de órgãos retroperitoneais. Existe um rim em cada lado da coluna; o direito encontra-se logo abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço. Em cima de cada rim encontramos a glândula supra-renal.

Os rins estão, aproximadamente no mesmo nível que as vértebras T12 a L3, sendo que o rim direito localiza-se um pouco mais inferiormente que o esquerdo. O pólo superior de cada rim está encostado na décima primeira e décima segunda costelas e ambos encontram-se envoltos por um coxim de gordura, com finalidade de proteção mecânica.

Anatomia macroscópica

Secção de um rim

Partes do rim:
1. Pirâmide renal
2. Artéria eferente
3. Artéria renal
4. Veia renal
5. Hilo renal
6. Pelve renal
7. Ureter
8. Cálice menor
9. Cápsula renal
10. Cápsula renal inferior
11. Cápsula renal superior
12. Veia aferente
13. Néfron
14. Cálice menor
15. Cálice maior
16. Papila renal
17. Coluna renal

No adulto o rim tem cerca de 11 a 13 cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura, 2,5 a 3 cm de espessura, com aproximadamente 125 a 170 gramas no homem e 115 a 155 gramas na mulher.

Cada rim possui a forma de um grão de feijão com duas faces (anterior e posterior), duas bordas (medial e lateral) e dois pólos ou extremidades (superior e inferior). Na borda medial encontra-se o hilo, por onde passam o ureter, artéria e veia renal, linfáticos e nervos. Os rins estão envolvidos em toda sua superfície por um tecido fibroso fino chamado cápsula renal. Ao redor do rim existe um acúmulo de tecido adiposo chamado gordura perirrenal, que por sua vez está envolvida por uma condensação de tecido conjuntivo, representando a fáscia de Gerota ou fáscia renal.

Ao corte frontal, que divide o rim em duas partes, é possível reconhecer o córtex renal, uma camada mais externa e pálida, e a medula renal, uma camada mais interna e escura. O córtex emite projeções para a medula denominadas colunas renais, que separam porções cônicas da medula chamadas pirâmides.

As pirâmides têm bases voltadas para o córtex e ápices voltados para a medula, sendo que seus ápices são denominados papilas renais. É na papila que desembocam os ductos coletores pelos quais a urina escoa atingindo a pelve renal e o ureter. A pelve é a extremidade dilatada do ureter e está dividida em dois ou três tubos chamados cálices maiores, os quais subdividem-se em um número variado de cálices menores. Cada cálice menor apresenta um encaixe em forma de taça com a papila renal.

Vascularização

Os rins são supridos pela artéria renal, que se origina da aorta. A artéria renal dividi-se no hilo em um ramo anterior e um ramo posterior. Estes, dividem-se em várias artérias segmentares que irão irrigar vários segmentos do rim. Essas artérias, por sua vez, dão origem às artérias interlobares, que na junção cortiço-medular dividem-se para formar as artérias arqueadas e posteriormente as artérias interlobulares. Dessas artérias surgem as arteríolas aferentes, as quais sofrem divisão formando os capilares dos glomérulos, que em seguida, confluem-se para forma a arteríola eferente. A arteríola eferente dá origem aos capilares peritubulares a às arteríolas retas, responsáveis pelo suprimento arterial da medula renal.

A drenagem venosa costuma seguir paralelamente o trajeto do sistema arterial. O sangue do córtex drena para as veias arqueadas e destas para as veias interlobares, segmentares, veia renal e finalmente veia cava inferior.

No córtex há numerosos linfáticos que drenam para a cápsula ou junção córtico-medular. Na medula, os linfáticos correm do ápice das pirâmides para a junção córtico-medular, onde formam linfáticos arqueados que acompanham os vasos sanguíneos até o hilo para drenar em linfonodos para-aórticos.

Inervação

As fibras simpáticas alcançam o rim através do plexo celíaco. Essas fibras envolvem e seguem os vasos arteriais através do córtex e medula. As fibras para a sensibilidade dolorosa alcançam a medula espinhal pelos nervos esplânicos ou pelas raízes dorsais dos nervos espinhais de T12 a L2.

Anatomia microscópica

Cada rim é formado por cerca de 1 milhão de pequenas estruturas chamadas néfron. Cada néfron é capaz de eliminar resíduos do metabolismo do sangue, manter o equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-básico do corpo humano, controlar a quantidade de líquidos no organismo, regular a pressão arterial e secretar hormônios, além de produzir a urina. Por esse motivo dizemos que o néfron é a unidade funcional do rim, pois apenas um néfron é capaz de realizar todas as funções renais.

O néfron é formado pela cápsula de Bowman, pelo glomérulo, túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e túbulo coletor…

Funções dos rins

Além de excretar substâncias tóxicas, os rins também desempenham muitas outras funções. Abaixo estão listadas as principais funções renais:

  • Eliminar substâncias tóxicas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a uréia e creatinina;

  • Manter o equilíbrio de eletrólitos no corpo humano, tais como: sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogênio, cloro e outras;

  • Regular o equilíbrio ácido-básico, mantendo constante o pH sanguíneo;

  • Regular a osmolaridade e volume de líquido corporal eliminando o excesso de água do organismo;

  • Excreção de substâncias exógenas como por exemplo medicações e antibióticos;

  • Produção de hormônios: eritropoietina (estimula a produção de hemácias), aldosterona (eleva a pressão arterial), cininas e prostaglandinas.

  • Modificar a forma da vitamina D que chega ao rim depois de ser convertida em uma forma possível de ser transportada pela corrente sanguínea no Fígado transformando esta num hormônio cuja função principal é aumentar a absorção de cálcio no intestino e facilitar a formação normal dos ossos

  • Produção de urina para exercer suas funções excretórias.

Fisiologia

Inicialmente o sangue vem por um vaso chamado arteríola aferente passa pelo glomérulo e sai pela arteríola eferente. O sangue é filtrado ao passar pelo glomérulo num processo chamado filtração glomerular. A quantidade de líquido que passa do glomérulo para a Capsula de Bowman (conhecido como filtrado glomerular) é muito grande, cerca de 170 litros por dia, sendo 99% desse total reabsorvidos pelos túbulos renais, resultando em aproximadamente 1,7 a 2 litros de urina por dia.

O mecanismo de passagem do líquido e sua composição é devido ao equilíbrio entre as forças que tendem a manter o líquido nos vasos e as que tendem a expulsá-lo (Forças de Starling). Os dois principais fatores são a Pressão hidrostática, que favorece a passagem de líquido do sangue para a cápsula de Bowman, e a Pressão oncótica, que impede a saída de líquidos do sangue.

Após ser produzido pelo glomérulo, o filtrado glomerular segue para os túbulos renais onde será processado para dar origem à urina. Em cada segmento dos túbulos renais, ocorrem movimentos ativos (com gasto de energia) e passivos (sem gasto de energia) para a reabsorção de água e eletrólitos. Algumas substâncias, como eletrólitos e medicamentos, são secretadas do sangue para o filtrado glomerular pelos túbulos renais. O líquido final resultante do processamento tubular é a urina.

Os rins atuam na manutenção do equilíbrio ácido-basico, regulam a concentração de bicarbonato (HCO3), o qual possui a função de tamponamento, excretando ions de hidrogênio e regulam a produção de eritrócitos, através da secreção de eritropoetina, um hormônio que estimula a síntese de eritrócitos, na regulação do volume sanguineo, na regulação da pressão arterial, no PH do sangue e no nível de glicose do sangue.

Fisiologia renal

Fisiologia renal é o estudo da fisiologia dos rins. Dentre as funções mais importantes, está a reabsorção que é um processo de transporte de uma substância do interior do túbulo para o sangue que envolve o túbulo. Graças a esse processo muitas substâncias depois de filtradas voltam ao sangue que percorre os capilares peritubulares entrando de novo na circulação sistêmica pela via renal que sai do órgão.

Categoria:Fisiologia renal

Ligações externas

  • Fisiologia HP – http://www.fisiologia.kit.net

Artigos na categoria “Fisiologia renal”

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*

  • Fisiologia renal

A

  • Autorregulação renal

D

  • Depuração de creatinina

F

  • Função renal

R

  • Renina

T

  • Taxa de filtração glomerular

V

  • Vasopressina

Autorregulação renal

Quando ocorre a diminuição na TFG(Taxa de Filtração Glomerular) as células da mácula-densa detectam pouca reabsorção de íon(Cloreto e Sódio) e água, dessa forma é encaminhando um estimulo para as células justa-glomerulares que estão localizadas na ateríola aferente para que ocorra a dilatação da mesma, aumentando assim a pressão hidrostática dos capilares glomerulares aumentando a TFG.

Função renal

A principal e mais conhecida função renal á a excreção de substâncias tóxicas, mas os rins também desempenham muitas outras funções. Abaixo estão listadas as principais funções renais:

  • Eliminar substâncias tóxicas oriundas do metabolismo, como por exemplo, a uréia e creatinina;

  • Manter o equilíbrio de eletrólitos no corpo humano, tais como: sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, bicarbonato, hidrogênio, cloro e outras;

  • Regular o equilíbrio ácido-básico, mantendo constante o pH sanguíneo;

  • Regular a osmolaridade e volume de líquido corporal eliminando o excesso de água do organismo;

  • Excreção de substâncias exógenas como por exemplo medicações e antibióticos;

  • Produção de hormônios: Eritropoetina (estimula a produção de hemácias), renina (eleva a pressão arterial), vitamina D (atua no metabolismo ósseo e regula a concentração de cácio e fósforo no organismo), cininas e prostaglandinas.

  • Produção de urina para exercer suas funções excretórias.

Na medicina utiliza-se a medição do clearance de creatinina como exame para avaliar a função renal. Para isso, o paciente deve guardar toda a urina produzida em 24 horas, na qual será dosada a creatinina urinária e comparada com a creatinina do sangue, obtendo-se então o valor do clearance de creatinina.

Renina

A renina ou angiotensinogenase é uma enzima circulante liberada pelas células justaglomerulares dos rins em resposta a um baixo volume de sangue ou concentração plasmática diminuída de NaCl, mediada através da rápida liberação de prostaglandinas.

Esta enzima faz parte do sistema renina-angiotensina, e provoca a retirada de um fragmento de dez aminoácidos a partir do angiotensinogênio, fragmento este chamado angiotensina I.

Sinonímia

  • EC 3.4.23.15 (NC-IUBMB)

  • Enzima formadora da angiotensina.

A Renina é uma enzima que regula a entrada e saída de sangue no Glomérulo com aumento ou diminuição da pressão arterial. Na entrada do Glomérulo há um conjunto de células denominado Mácula Densa, as quais são sensíveis ao cloro; quando há excesso de água no sangue a mácula densa percebe o aumento do nível de cloro e estímula os células justaglomerulares a liberar Renina, a qual fará vasoconstrição, aumentando assim a pressão arterial e aumentando a filtração dentro do glomérulo, para eliminar essse excesso de água do sangue.

Taxa de filtração glomerular

Taxa de filtração glomerular (TFG) é o volume de água filtrada fora do plasma pelas paredes dos capilares glomerulares nas cápsulas de Bowman, por unidade de tempo.

A filtração glomerular é a primeira etapa na formação da urina. O sangue arterial é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Essa pressão, que normalmente pe de 70 a 80 mmHg, tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman, onde as substâncias pequenas – água, sais, vitaminas, açúcares, aminoácidos e excretas – saem do glomérulo e entram na cápsula de Bowman.Somente as células sanguineas(não é possível filtrar)e as protéinas(devido ao seu tamanho que é grande e a carga que é igual a barreira de filtração,então vai repelir)não vão ser filtradas. Esse processo resulta em um líquido que recebe o nome de filtrado glomerular.

 

 

Medida

Existem diversas formas diferentes usadas para calcular a taxa de filtração glomerular.

Uso de inulina

A TFG pode ser determinada ao se injetar inulina (não insulina) no plasma. Já que a inulina não é reabsorvida pelo rim após a sua filtração glomerular, sua taxa de excreção é diretamente proporcional à taxa de filtração de água e solutos ao longo do filtro glomerular.

Estimativa usando a depuração de creatinina

Na prática clínica entretanto, a depuração plasmática de creatinina é usada para medir o TFG. A creatinina é um molécula endógena, sintetizada no corpo, que é livremente filtrada pelo glomérulo (sendo também secretada pelos túbulos renais em quantidades muito pequenas). A depuração plasmática de creatinina (clearance) é então uma aproximação muito boa da TFG. A TFG é tipicamente registrada em mililitros por minuto (ml/min).

Exemplo: Uma pessoa possui uma concentração de creatinina plasmática de 0,01 mg/ml e em uma hora excreta 75 mg de creatinina na urina. A TFG é calculada como M/P (onde M é a massa de creatinina excretada por unidade de tempo e P é a concentração plasmática de creatinina).

\mbox{GFR }= \frac{\frac{75\mbox{ mg}}{60\mbox{ mins}}}{0.01\mbox{ mg}/\mbox{ml}} = 125 \mbox{ ml}/\mbox{min}

Estimativa usando a fórmula de Cockcroft-Gault

A fórmula de Cockcroft-Gault pode ser usada para calcular a depuração plasmática de creatinina estimada, que por sua vez faz uma estimativa da TFG:[1]

\mbox{Depuracao da creatinina} = \frac { \mbox{(140 - Idade)} \times \mbox{Massa (em quilogramas)}} {\mbox{72} \times \mbox{Creatinina plasmatica (em mg/dl)}} \times \mbox{0,85 se for mulher}

Fórmula MDRD

A fórmula MDRD estima a TFG usando a creatinina sérica e a idade. Um multiplicador é usado para ajustar a estimativa de acordo com a raça e gênero.

TFG = 186 * creatinina_sérica-1.154 * idade-0.203 * multiplicador

O multiplicador pode valer:

  • 1,21 para negros

  • 0,742 para mulheres não-negras

  • 1 para todas outras pessoas

Cálculo usando a equação de Starling

Também é teoricamente possível calcular a TFG através da equação de Starling.[2]

Jv = Kf([PcPi] − σ[πc − πi])

A equação é usada tanto para aferição do fluxo sanguíneo capilar, quando para o específico do glomérulo:

Uso geral

Uso glomerular

Significado da variável

Relação com a TFG

Descrição

Pc

Pgc

Pressão hidrostática capilar

Direta

Aumentada pela dilatação da arteríola aferente ou constrição da arteríola eferente

Pi

Pbs

Pressão hidrostática intersticial

Inversa

 

πc

πgc

Pressão oncótica capilar

Inversa

Diminuída por síndrome nefrótica

πi

πbs

Pressão oncótica intersticial

Direta

 

Kf

Kf

Coeficiente de filtração

Direta

Aumentado por inflamação

σ

σ

Reflection coefficient

Inversa

 

Jv

TFG

net filtration

n/a

 

Note that ([PcPi] − σ[πc − πi]) is the net driving force, and therefore the net filtration is proportional to the net driving force.

Não prática, não é possível identificar os valores necessários para esta equação, porém a equação ainda é útil para entender os fatores que afetam a filtração glomerular.

Valores normais

As faixas normais para a TFG, ajustadas para a área de superfície corporal, são:[3]

  • Homens: 70 ± 14 mL/min/m2

  • Mulheres: 60 ± 10 mL/min/m2

Dados deste post

Data
janeiro 31st, 2009

Autor
escoteiros

Categoria

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