| |
Ikebana
O
Ikebana é a tradicional arte japonesa dos arranjos florais.
Ikebana significa "a arte de fazer as flores viverem". Esta
arte milenar teve início na Índia, com o propósito de
expressar conceitos budistas através da beleza e sutileza
das flores. Muito mais do que simples forma de arte, o
Ikebana pode ser também considerado um ato religioso. Uma
arte com apuração estética aliada à tradição, à elegância e
às técnicas milenares de composição. O Ikebana traz em si
muitos significados, é uma arte de caráter místico. Seu
praticante deve seguir alguns conceitos básicos, mas também
tem de estar em perfeita harmonia com a natureza, para que a
sua imaginação possa fluir em um belo arranjo.
Apesar de não ter suas origens no Japão, foi nesse país que
o Ikebana se expandiu e se transformou, devido à grande
variedade e beleza de suas flores, e conquistou um
importante lugar nos costumes e na cultura do povo. Desde
então os arranjos saíram do templos; ultrapassaram suas
influências religiosas e passaram a ser praticados também
nas casas, com a mesma dedicação, técnica e disciplina.
Dentro do arranjo deve sempre existir 3 elementos
considerados essenciais: Sin, Soe e Tai. Temos aí a trindade
existente em vários cultos religiosos, ou simplesmente: O
Céu, o Homem e a Terra. Além disso, os espaços vazios são
importantes, pois representam o silêncio. É preciso ter o
cuidado de não colocar 4 flores diferentes, pois no Japão
este número é considerado negativo (o ideograma que
representa o número 4 e o que representa a morte têm a mesma
pronúncia).
O mais importante do Ikebana sem dúvida é a harmonia. O
arranjo deve estar em sintonia com o ambiente, e com as
características pessoais de seu autor. Segundo os mestres, o
Ikebana possui também qualidades terapêuticas, pois
harmoniza e embeleza ambientes. Sua presença pode ajudar na
cura de enfermidades ou situações conflituosas. Por causa
disso eles são requisitados em ambientes terapêuticos, de
medicina tradicional ou alternativa, entre outros.
No Japão feudal o Ikebana era praticado tanto por homens
quanto por mulheres. Alguns samurais, ao atingir a
maturidade, isolavam-se do mundo e abandonavam seus cargos
militares, apenas para dedicarem-se à arte do chá, à
caligrafia e ao Ikebana. |
|