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O Japão Pós-Guerra (1945...)
Ao
final da II Guerra Mundial, o Japão estava devastado. Todas
as grandes cidades (exceto Kyoto), as indústrias e as linhas
de transporte foram severamente danificadas. As sobras da
máquina de guerra japonesa foram destruídas. Cerca de 500
oficiais militares cometeram suicídio logo após a rendição
incondicional, e centenas de outros foram executados por
cometerem crimes de guerra.
O país perdeu todos os territórios conquistados desde 1894.
As ilhas Ryukyu, incluindo Okinawa, foram controladas pelos
Estados Unidos, enquanto que as ilhas Kurile, ao norte,
foram ocupadas pela União Soviética. A escassez de
suprimentos continuou ainda por vários anos. Afinal, a
população havia crescido mais que 2,4 vezes em relação ao
começo do período Meiji, contando com 85 milhões de pessoas.
O Japão permaneceu ocupado pelos Aliados por quase sete anos
após a sua rendição. As autoridades de ocupação, lideradas
pelos Estados Unidos, representados pelo general Mac Arthur,
empreenderam diversas reformas políticas e sociais e
proclamaram uma nova constituição em 1947, que negava ao
estado o direito de reconstruir uma força militar e resolver
impasses internacionais através da guerra.
As mulheres ganharam o direito de votar e os trabalhadores,
de se organizarem e fazerem greves.
Pela
nova constituição, o imperador perde todo o seu poder
político e militar, passando a ser considerado meramente um
símbolo do estado. O sistema de aristocracia foi abolido e
em seu lugar entrou em vigor uma espécie de monarquia
constitucional sob o controle de um parlamento. O primeiro
ministro, chefe do executivo, deveria ser escolhido pelos
membros da Dieta.
As relações exteriores, completamente interrompidas durante
o período de ocupação americana, só foram retomadas a partir
de 1951. Nesse ano o Japão assina o Tratado de São
Francisco, que lhe dá o direito de resolver seus assuntos
estrangeiros e lhe devolve a soberania. Todavia, o veto à
manutenção de um exército é mantido. Além disso, o Japão é
obrigado a pagar indenizações aos países vizinhos agredidos
por ele durante a guerra.
A reabilitação econômica do país torna-se uma das maiores
preocupações do povo e dos líderes japoneses a partir daí.
Com o apoio dos Estados Unidos e de outros países, o Japão
integra-se a várias organizações internacionais.
Inicialmente
houve um período de instabilidade, mas com a Guerra da
Coréia (1950-1953) o Japão tem a oportunidade de reconstruir
sua economia nacional. Na década de 60, com o apoio dos
acordos comerciais, o Japão torna-se uma das principais
potências econômicas e políticas, suficientemente forte para
competir com as maiores potências mundiais.
Com a Guerra Fria, os EUA posicionam mais tropas no Japão e
estimulam a perseguição aos comunistas e a criação de forças
para autodefesa. Essas idéias foram bem-vindas pelos
conservadores, mas causaram protestos e insatisfação das
classes populares, dos comunistas e socialistas.
Em 1969 os americanos abandonam cerca de 50 bases militares
lá instaladas, devolvendo Okinawa três anos mais tarde. O
Japão foi admito à ONU em 1956, e em 1960 renova tratados
com os EUA. No mesmo ano as reparações aos países vizinhos
são todas pagas. As Olimpíadas de Tóquio, em 1964,
representam uma nova esperança para o povo japonês; no ano
seguinte são estabelecidas relações formais com a Coréia. As
desgastadas relações diplomáticas com a China são
normalizadas em 1972. A partir de 1975, o país passa a
integrar as conferências anuais com os sete países mais
industrializados do planeta.
Em
1973 a crise do óleo abala a economia japonesa, que sofre um
afrouxamento na expansão econômica e uma crise monetária. O
primeiro ministro Kakuei Tanaka declara então "estado de
urgência" para combater a crise. A reação da economia, tão
dependente do óleo, foi o fortalecimento das indústrias de
alta tecnologia.
A recuperação diplomática e econômica do país foi bastante
auxiliada pela dominação no parlamento do conservador
Partido Liberal Democrático (PLD), que dura até hoje.
A partir do começo da década de 90 o Japão firma-se como a
segunda maior potência econômica mundial, acumulando saldos
gigantescos no comércio exterior, principalmente nas
relações comerciais com os Estados Unidos.
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