Impressionantes ventos de 270 km/h do tornado devastador em Shizuoka
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Uma parte da província de Shizuoka teve os piores ventos já registrados, chegando a 270 km/h, segundo os resultados da investigação da AMJ.

Postes derrubados causaram apagão (SATV)
Rajadas de vento impressionantes, as mais fortes já registradas no país, foram devastadoras em cidades da província de Shizuoka, informou a Agência de Meteorologia do Japão (AMJ) na segunda-feira (8).
Depois dos danos causados pelas rajadas, possivelmente de um tornado, em 5 deste mês, a AMJ abriu uma investigação para avaliar a causa.
Os resultados mostraram que as rajadas que assolaram as cidade de Makinohara e Yoshida (Shizuoka), por volta das 12h50 do dia 5, foram de um tornado, com velocidade do vento de 75 m/s (270 km/h), uma das mais fortes do Japão, e com escala Fujita JEF3.
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Funcionários da companhia elétrica em meio aos inúmeros postes derrubados (JNN)
A Escala Fujita Melhorada (JEF) classifica a intensidade de um tornado com base nos danos causados, e um tornado JEF3 é considerado forte, capaz de causar danos severos, com velocidade dos ventos acima de 219 km/h.
Segundo a AMJ, foi a primeira vez que ventos nessa escala puderam ser observados na província de Shizuoka. Em meio ao calor e à passagem do tufão Peipah, eles derrubaram postes, causando apagão, destelharam casas e causaram danos impressionantes.
Outra cidade com ventos devastadores

Casa parcialmente destruída (JNN)
A base para a determinação do status de tornado foi o fato de uma nuvem cumulonimbus ativa estar passando por ali no momento das rajadas, com fotografias do vórtice e relatos de testemunhas oculares.
Além disso, as rajadas na cidade de Kakegawa (Shizuoka), por volta das 12h30 do mesmo dia, foram consideradas com alta probabilidade de ser um tornado.
A velocidade máxima do vento chegou a 55 m/s (198 km/h), se enquadrando na escala Fujita JEF2. O relatório cita o fato de que uma nuvem cumulonimbus ativa estava passando no momento em que as rajadas ocorreram.
Vários depoimentos indicam que a duração das rajadas foram curtas, cerca de um minuto, mas violentas, ao ponto de transportarem barro nas paredes dos edifícios.

Vista aérea da área que sofreu danos (JNN)
Fontes: SATV e JNN







