
China e Coreia do Sul discutem tensões com o Japão antes de cúpula (banco de imagens)
A China está buscando uma frente unida com a Coreia do Sul contra o Japão, em meio a tensões regionais e discussões sobre o passado histórico.
Esta iniciativa surge após declarações da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi sobre uma possível contingência em Taiwan, que têm gerado preocupação.
Na quarta-feira (31), o ministro das Relações Exteriores e conselheiro de Estado chinês, Wang Yi, manteve conversas telefônicas com o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Cho Hyun.
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O passado e o princípio de “Uma só China”
Durante o diálogo, Wang Yi afirmou que algumas forças políticas no Japão estão tentando reescrever a história de agressão em tempos de guerra e de domínio colonial do país, conforme relatado pelo Ministério das Relações Exteriores da China e outras fontes.
Em um movimento diplomático significativo, Wang Yi pediu que a Coreia do Sul adotasse uma postura baseada nessa história e aderisse firmemente ao princípio de “Uma Só China”.
Esta solicitação sublinha a importância que Pequim atribui à cooperação regional e ao reconhecimento de suas políticas fundamentais.
Estabilidade regional e cúpula bilateral
Em resposta, o ministro Cho Hyun afirmou que seu país continua a respeitar o princípio de “Uma Só China”, reiterando a posição já estabelecida de Seul sobre a questão. Esta declaração é crucial para manter a estabilidade nas relações bilaterais e regionais.
As conversas entre Wang e Cho ocorrem em um momento estratégico, antecedendo a visita planejada de quatro dias do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, à China.
Intensificação dos esforços diplomáticos
A visita está programada para começar a partir de domingo (4), e espera-se que as discussões abordem uma série de questões bilaterais e regionais, incluindo as relações com o Japão e a estabilidade na península coreana.
Este diálogo telefônico e a iminente visita presidencial indicam uma intensificação dos esforços diplomáticos de Pequim para fortalecer suas alianças na Ásia, especialmente em relação à percepção da história e à política regional.
Fonte: NP







