
A China estaria atrasando a liberação alfandegária de saquê e outros alimentos do Japão após declarações da primeira-ministra japonesa sobre Taiwan (imagem ilustrativa/PM)
Veio à tona que a liberação alfandegária para saquê e itens alimentícios exportados do Japão para a China tem sido atrasada em alguns casos, após as declarações da primeira-ministra japonesa sobre uma possível contingência em Taiwan.
Fontes afirmam que, para algumas remessas de saquê, autoridades chinesas exigiram documentos que não eram solicitados anteriormente. Elas também dizem que essa e outras etapas extras adicionaram aproximadamente um mês ao tempo normalmente necessário para a liberação alfandegária.
Pressão econômica e burocracia
As fontes indicam que a nova documentação exigida incluía um relatório detalhado sobre onde os produtos haviam sido transportados dentro do Japão.
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Acredita-se que o aumento da burocracia alfandegária seja parte da pressão econômica intensificada da China sobre o Japão.
Pequim tem reagido fortemente depois que a primeira-ministra Sanae Takaichi declarou que uma possível emergência em Taiwan, envolvendo o uso da força, poderia ser considerada uma situação que ameaça a sobrevivência do Japão.
Ela fez as declarações durante uma sessão da Dieta (Parlamento) em novembro.
Controle de exportações e relações comerciais
A China afirmou, na terça-feira (6), que introduziu controles de exportação mais rígidos para o Japão, para o que Pequim chama de “itens de uso duplo”, que possuem aplicações militares e civis.
Dados comerciais do Ministério das Finanças japonês mostram que, entre todos os países e regiões, a China foi o maior destino das exportações de saquê do Japão em 2024.
O país importou mais de ¥11,6 bilhões (mais de US$73,9 milhões) da bebida.
Fonte: NHK







