
Sintomas após feriados desafiam saúde no Japão (imagem ilustrativa/PM)
Médicos e escolas de todo o Japão estão chamando a atenção para uma condição conhecida como “síndrome do Ano Novo”, um tipo de mal-estar físico e mental que pode surgir quando as rotinas diárias são interrompidas por um longo recesso de fim de ano.
Com o término das férias de inverno no dia 8 de janeiro em muitas escolas de ensino fundamental e médio, crianças retornaram às salas de aula em todo o país, compartilhando histórias sobre jogos de futebol, estrelas cadentes e metas pessoais para 2026.
Enquanto professores se esforçavam para restaurar a normalidade por meio de atividades de limpeza e início do terceiro trimestre, muitos alunos pareciam energéticos, mas entrevistas revelaram que horários irregulares de sono já haviam causado impacto.
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Impacto das férias na rotina diária
Algumas crianças admitiram que tiveram dificuldades em acordar pontualmente após dormirem tarde durante os feriados, preferindo ficar na cama apesar de estarem acordadas, ou saindo às pressas depois de dormir demais.
Disrupções semelhantes foram observadas entre adultos, especialmente em clínicas urbanas, onde um número crescente de pacientes relatava sintomas vagos, mas persistentes, após o longo período de férias.
Médicos notaram queixas como fadiga, sensação de peso na cabeça, rigidez no pescoço e ombros, desconforto estomacal, náusea e perda de apetite, frequentemente acompanhados por uma sensação geral de lentidão.
Pacientes frequentemente apontavam mudanças nos estilos de vida durante as férias, como redução da atividade física, permanência maior em ambientes fechados e alteração dos horários para ir dormir e acordar, o que contribuía para uma ruptura nos ritmos circadianos normais.
Sintomas e desequilíbrio fisiológicos
Médicos explicaram que esses sintomas estão ligados a desequilíbrios no sistema nervoso autônomo, que regula funções corporais como digestão, circulação e sono, e pode ser particularmente sensível a mudanças súbitas na rotina.
Especialistas médicos enfatizaram que, embora a “síndrome do Ano Novo” compartilhe semelhanças com a mais conhecida “depressão de maio“, que tende a aparecer após os feriados da Golden Week, a primeira possui características distintas que requerem cautela.
Além do estresse psicológico associado ao retorno às aulas ou ao trabalho, fatores específicos do inverno, como baixas temperaturas e ar seco, podem agravar o esforço físico, tornando a recuperação mais difícil.
Diferenças e abrangência da síndrome
Diferente da “depressão de maio”, mais comum entre estudantes e jovens adultos trabalhadores, a “síndrome do Ano Novo” pode afetar pessoas de todas as idades, refletindo o impacto universal dos ritmos diários interrompidos durante a temporada de feriados.
No que diz respeito às contramedidas, os médicos ressaltaram que não há solução rápida, mas sim a necessidade de ajuste gradual.
A exposição ao sol da manhã foi destacada como particularmente importante, pois ajuda a regular o relógio biológico, reduzir o estresse e apoiar a produção de serotonina, muitas vezes referida como um hormônio relacionado à felicidade.
Estratégias para recuperação e bem-estar
Recomenda-se acordar, no mais tardar, por volta das 8h da manhã e retornar aos poucos aos padrões regulares de sono e atividade ao longo de vários dias como uma abordagem prática.
Do ponto de vista da saúde mental, conselheiros industriais também encorajaram as pessoas a aliviar pressões autoimpostas durante este período de transição, promovendo uma mentalidade resumida na frase “ha-hi-fu-he-ho”, que advoga aceitar que “meio é suficiente, médio é suficiente, comum é suficiente, simples é suficiente e moderado é suficiente.
Em uma sociedade onde altas expectativas e comparações constantes podem intensificar o estresse, especialistas dizem que abraçar tal moderação pode desempenhar um papel fundamental em acalmar tanto a mente quanto o corpo, retornando à vida cotidiana após os feriados.
Fonte: NOJ







