
Exportação de terras raras para o Japão é limitada pela China (ilustrativa/banco de imagens)
O Wall Street Journal noticiou, no dia 8 de janeiro, citando dois exportadores chineses, que o governo chinês começou a impor limites aos carregamentos de terras raras e materiais relacionados destinados ao Japão.
O jornal também citou fontes que afirmaram que os pedidos de revisão de licenças de exportação para carregamentos destinados ao Japão foram suspensos, acrescentando que as medidas não se limitam a empresas relacionadas à defesa.
O Ministério do Comércio da China anunciou, no dia 6 de janeiro, que baniria as exportações dos chamados “itens de uso duplo”, que podem ser usados para fins civis e militares, para o Japão, mas não esclareceu se as terras raras estavam incluídas ou especificou quais empresas ou organizações seriam afetadas.
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Restrições e o posicionamento oficial
Em uma coletiva de imprensa, em 7 de janeiro, o ministério chinês disse que as restrições se aplicam apenas a usos militares e que as exportações para fins civis poderiam prosseguir sem problemas.
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a tecnologia moderna.
Apesar do nome, elas não são necessariamente “raras” na crosta terrestre, mas são extremamente difíceis de encontrar em concentrações que tornem a extração economicamente viável e ambientalmente segura.
Impactos no mercado global
A importância das terras raras também gera uma dependência global perigosa. Atualmente, a China domina cerca de 80% a 90% da cadeia de suprimentos (extração e refino).
Quando um país restringe as exportações, isso pode paralisar indústrias inteiras ao redor do mundo, afetando desde o preço de um celular até a fabricação de componentes de defesa de alta tecnologia.
Fonte: NOJ, FNN







