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Deepfakes da princesa Kako gerados por IA Grok geram controvérsia

| Sociedade

Imagens deepfake da Princesa Kako do Japão, geradas pelo Grok AI e mostrando-a em biquíni, circularam online, renovando o escrutínio sobre o chatbot X de Elon Musk. A tendência de ‘nudificação’ ganhou força, com usuários solicitando deepfakes sexualizados de figuras públicas.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
kako 14 jan 2026 destaque

Grok sob escrutínio por deepfakes da princesa Kako (Wikimedia)

Imagens deepfake geradas pelo Grok, da princesa Kako do Japão, sobrinha do imperador Naruhito, de biquíni e circulando online, renovaram o escrutínio sobre o chatbot X de Elon Musk.

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Desde que o assistente de IA começou a permitir que usuários manipulassem qualquer imagem postada, uma tendência de nudificação ganhou força online, com pessoas pedindo ao Grok para gerar deepfakes sexualizados usando comandos como “coloque-a em um biquíni minúsculo” ou até mesmo “tire a sua roupa”.

A princesa Kako, segunda filha do príncipe Herdeiro Akishino, tornou-se o alvo mais recente quando fotos dela participando de uma reunião de Ano Novo organizada pela família imperial japonesa no dia 2 de janeiro foram postadas no X, de acordo com o site de notícias MS News.

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A viralização das imagens 

Logo depois que as imagens da princesa, de 31 anos, em um vestido azul acenando da sacada começaram a circular, um usuário aderiu à tendência pedindo ao Grok para “colocá-la em um biquíni minúsculo”.

A imagem manipulada obteve mais de 15 milhões de visualizações antes de ser finalmente excluída. Outros usuários também começaram a gerar seus próprios deepfakes da foto, incluindo a princesa nua, com o corpo coberto de tatuagens e vestida com trajes provocantes.

A Agência da Casa Imperial do Japão não fez nenhuma declaração sobre as fotos obscenas.

Explosão de pedidos e bloqueios internacionais

A tendência “coloque-a em um biquíni” começou no início de dezembro, mas explodiu na primeira semana do ano, informou o The Guardian.

Até quarta-feira (13), uma análise de um jornal britânico descobriu que até 6 mil pedidos de biquíni estavam sendo feitos ao Grok a cada hora.

A demanda atingiu o pico no dia 2 de janeiro, com 199.612 solicitações individuais, de acordo com um estudo da Peryton Intelligence, uma empresa de inteligência digital especializada em ódio online.

Durante o fim de semana, a Indonésia e a Malásia se tornaram os primeiros países do mundo a banir o Grok.

Restrições governamentais e mudanças na plataforma

A Comissão Malaia de Comunicações e Multimídia disse em um comunicado no domingo que havia “direcionado uma restrição temporária ao acesso à inteligência artificial Grok para usuários na Malásia” após “uso indevido repetido do Grok para gerar imagens manipuladas obscenas, sexualmente explícitas, indecentes, grosseiramente ofensivas e não consensuais”.

Enquanto Musk postou nas redes sociais que seus críticos estavam procurando “qualquer desculpa para censura”, o Grok agora escondeu a função de imagem de IA atrás de um paywall.

Fonte: SCMP

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