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Federação dos advogados do Japão exige pagamento integral do seikatsu hogo

| Sociedade

A JFBA entregou um documento representado por mais de mil advogados do país ao governo exigindo o pagamento integral do seikatsu hogo aos beneficiários. Entenda.

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Entrega do documento pelo ex-diretor da JFBA, à esq. (NHK)

Em resposta a uma decisão judicial que considerou ilegal a redução dos valores do benefício de assistência social (seikatsu hogo), o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social (MHLW) decidiu não pagar integralmente essa diferença.

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A diretoria da Nichibenren ou JFBA (Federação Japonesa de Associações de Advogados) visitou o MHLW na quinta-feira (15) para entrega de uma declaração conjunta exigindo o pagamento integral dessa diferença a todos os beneficiários, afirmando que isso equivale a “ignorar uma decisão judicial por parte do governo”.

Em junho passado, a Suprema Corte considerou ilegal a decisão do MHLW de reduzir gradualmente os benefícios de assistência social em até 10% ao longo de três anos, de 2013 a 2015, e anulou a decisão.

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Após analisar a resposta, o MHLW decidiu, em novembro do ano passado, reduzir os valores dos pagamentos para todos os beneficiários com base nos números reais de consumo das famílias de baixa renda, e pagar essa diferença entre a redução e o valor reduzido desde 2013.

Em resposta à decisão do MHLW, o presidente da JFBA e outros advogados, fizeram a solicitação. “Antecipar novos cortes equivale ao governo ignorar a decisão judicial. Isso pode levar ao colapso do Estado de Direito e da separação de poderes, e é completamente inaceitável“, enfatizaram, exigindo a revogação das medidas e o pagamento integral a todos os beneficiários.

A declaração foi solicitada por 11 diretores da JFBA e endossada por mais de 1.250 advogados de todo o país.

“As ações da administração nem sempre estão de acordo com a lei ou a Constituição, e o sistema é rígido quanto à necessidade de decisões judiciais para corrigir esses erros. Se aprovarmos a resposta do MHLW desta vez, estaremos dando um péssimo exemplo”, declarou Kazuhiro Nakamoto, advogado, presidente da instituição e um dos organizadores.

Fonte: NHK

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