
Suspeita no momento da prisão (NHK)
Ainda sobre o caso da menina tailandesa forçada à prostituição, além do dono do estabelecimento e da mãe, ambos presos, mais uma pessoa foi detida, vista como intermediária do caso, informou a polícia na quinta-feira (15).
“Esta noite foi a noite mais medonha”, é uma das frases escritas no idioma natal pela menina tailandesa que foi forçada à prostituição desde o dia seguinte à sua chegada no Japão com sua mãe.
Com apenas 12 anos na época, registrou em um caderno – encontrado na casa de massagem em Tóquio – suas angústias, com palavras de solidão, saudades dos familiares, e medo de prestar os serviços sexuais contra sua vontade.
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A menina chegou ao Japão em 27 de junho do ano passado com a sua mãe, mas em seguida foi abandonada por ela, ficando a cargo do dono do estabelecimento.
Prisão da intermediária tailandesa
A Divisão de Segurança do Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio, suspeitando que pudesse haver um intermediário entre a casa de massagem e a mãe, localizou e prendeu uma tailandesa de 38 anos, dona de uma outra casa de massagem em Nerima-ku, Tóquio, na quarta-feira (14), sob suspeita de violar a Lei de Bem-Estar Infantil, por tê-la induzido à prostituição, sendo ainda uma criança.
Teria conspirado com o dono da casa de massagem, um japonês de 52 anos, contratante da menina tailandesa, já preso no ano passado.
A mãe da menina teria enviado uma mensagem para essa intermediária que conheceu através das redes sociais, com o texto: “Gostaria de trabalhar aqui com você e outra pessoa que estou trazendo comigo”.
Segundo o Departamento de Polícia Metropolitana, a intermediária suspeita tinha aproximadamente 3 mil contatos salvos em seu smartphone, possivelmente de pessoas, incluindo a menina, que tenha agenciado para vários locais.
“Já saí da loja, então isso não tem nada a ver com o caso”, negou a tailandesa suspeita durante o interrogatório.
A mãe da menina foi presa pela polícia taiwanesa e depois foi deportada para o seu país e atualmente está presa sob suspeita de tráfico humano e outros crimes. O Departamento de Polícia Metropolitana está com as investigações dos pares tailandeses.
Menina tailandesa foi repatriada
A menina que fazia uma espécie de diário, deixado na casa onde trabalhou, era forçada a dormir na cozinha do estabelecimento O trabalho de prostituição durou cerca de um mês e meio. Chegou a escrever que “estou com tanto medo que minhas mãos, braços e pernas estão tremendo”.
Ela então buscou aconselhamento no Departamento de Imigração, onde recebeu proteção e depois a polícia investigou o caso, levando à prisão do dono dessa casa de prostituição disfarçada de massagem.
No fim de dezembro, a menor, com 13 anos, foi repatriada e está recebendo acompanhamento psicológico em uma instituição administrada pelas autoridades.
Fontes: NHK e Tokyo Shimbun







