Preso por pornografia deepfake de artistas japonesas criada com IA generativa
Japonês é preso por produzir mais de 500 mil imagens de pornografia deepfake de artistas e lucrar com isso.

Imagem ilustrativa (PM)
O Departamento de Polícia Metropolitana (Tóquio) prendeu um japonês de 31 anos, desempregado e residente na cidade de Sapporo (Hokkaido), sob suspeita de produzir pornografia deepfake com imagens de artistas japonesas, criadas por IA generativa, e publicá-las online.
Segundo a polícia, a prisão ocorreu na segunda-feira e ele publicou milhares de imagens pornográficas, entre dezembro de 2024 e maio de 2025, tornando-as acessíveis a um grande número de internautas.
IA generativa
A partir do verão de 2023, ele teria começado a treinar uma inteligência artificial (IA) generativa para estudar imagens de aproximadamente 300 pessoas, incluindo ídolos e artistas femininas.
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Criou mais de 500 mil imagens pornográficas deepfake. Calcula-se que tenha obtido cerca de 11 milhões de ienes com as publicações em um site exclusivo para membros, mediante taxa, além de criação de imagens sob encomenda.
Ele teria criado as imagens utilizando uma ferramenta gratuita de IA generativa baseada em artigos online e outras fontes, e usado os lucros para entretenimento e outras despesas.
Pornografia deepfake
Os danos causados pela pornografia deepfake que utilizam IA generativa para criar falsas imagens têm aumentado no Japão e no mundo, com fotos e vídeos não só de artistas e celebridades, mas também de pessoas comuns, para uso ilegal.
Até o momento, no Japão, foram confirmados casos como o de um assalariado que fez um vídeo obsceno usando a imagem do rosto de uma colega, gravado durante uma reunião online, e o divulgou publicamente; e o de um estudante ginasial que criou imagens sexuais de alunas a partir dos álbuns escolares e as compartilhou com seus colegas.
Este mês, o governo solicitou à empresa operadora do X (antigo Twitter) que tomasse medidas após um aumento acentuado na publicação de imagens sexualmente explícitas criadas com a inteligência artificial de última geração, o Grok.
Fontes: Sankei e NHK







