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Banco do Japão vende ETFs: confiança na economia e iene mais forte

| Economia

O Banco do Japão começou a vender ETFs e essa medida deverá ter um impacto positivo na economia em geral, mas poderá afetar as fábricas que empregam estrangeiros.

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Foto ilustrativa (PM)

Soube-se na terça-feira (3) que o Banco do Japão (BoJ) começou a vender ETFs (Exchange-Traded Funds) que havia adquirido em grandes quantidades como parte de suas medidas de flexibilização monetária em larga escala, se desfazendo de aproximadamente 5,3 bilhões de ienes em ETFs em janeiro.

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Essa movimentação do BoJ é um marco histórico. A venda de ETFs (fundo de investimento negociado na bolsa de valores) faz parte de um plano de normalização da política monetária, após décadas de estímulos agressivos para combater a deflação.

Embora o valor de 5,3 bilhões de ienes pareça alto isoladamente, ele está inserido em um plano maior anunciado pelo BoJ para vender cerca de 330 bilhões de ienes anualmente (aproximadamente 27,5 bilhões por mês).

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Os principais impactos e consequências desse movimento são:

1. Sinal de confiança na economia

O fato de o BoJ começar a se desfazer dessas ações indica que ele acredita que a economia japonesa finalmente alcançou uma inflação estável e que o mercado de capitais consegue caminhar sem “muletas”.

Durante anos, o BoJ foi o maior acionista individual de muitas empresas japonesas; sair dessa posição é um passo para reduzir as distorções de preços no mercado.

2. Redução da liquidez e volatilidade

  • Ajuste gradual: Para evitar um colapso na Bolsa de Tóquio, o BoJ planeja que essa venda dure décadas (estimativas sugerem até 100 anos em um ritmo lento)
  • Curto prazo: No momento do anúncio ou de vendas específicas de ETFs, pode haver uma volatilidade temporária e uma pressão de baixa no índice Nikkei, já que um grande comprador se tornou vendedor

3. Fortalecimento do iene

A venda de ativos e o aumento das taxas de juros (que chegaram a 0,75% recentemente, o maior nível em 30 anos) tendem a atrair capital de volta para o Japão. Isso pode causar:

  • Valorização do iene: O que ajuda a conter a inflação de produtos importados (energia e alimentos)
  • Pressão em exportadoras: Um iene mais forte torna os produtos japoneses mais caros no exterior, o que pode afetar o lucro de gigantes como Toyota ou Sony

4. Impacto global (Carry Trade) com a venda de ETFs

O Japão sempre foi a fonte de “dinheiro barato” para o mundo. Com o BoJ vendendo ativos e subindo juros, o capital que antes saía do Japão para investir em ativos de risco (como ações nos EUA ou até criptomoedas) começa a voltar para casa.

Isso reduz a liquidez global e pode aumentar a volatilidade em mercados estrangeiros.

O bolso do consumidor no Japão pode sentir um alívio em breve, mas o mercado de trabalho nas fábricas enfrenta novos desafios.

Com a valorização do iene impulsionada pelas recentes manobras do Banco do Japão, o custo de alimentos e energia importados tende a cair.

Por outro lado, as grandes indústrias — principais empregadoras da comunidade estrangeira — começam a lidar com margens de lucro mais apertadas nas exportações, o que pode ditar o ritmo da economia em 2026.

Fonte: NHK

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