Deportação no Japão: cenário atual e brasileiros são minoria
Deportação e custos: entenda as regras para quem vive ilegal no Japão.

Imagem meramente ilustrativa (IA)
O Japão intensificou as medidas contra a permanência ilegal através do “Plano Zero de Residentes Ilegais“, incluindo aumento na deportação.
Com quase 75 mil pessoas em situação irregular no início de 2025, o governo tem endurecido as regras de deportação, ao mesmo tempo em que oferece exceções humanitárias pontuais. Embora os brasileiros sejam minoria no total de expulsões, eles lideram um dado específico: o número de indivíduos sob supervisão direta.
Panorama da deportação
Em 2024, o Japão deportou 7.698 estrangeiros, uma leve queda em relação aos 8.024 do ano anterior. No entanto, o rigor aumentou para quem tenta adiar a saída:
- Liderança: o Vietnã responde por 40,6% das deportações
- Resistência: mais de 3,1 mil estrangeiros recusaram o retorno voluntário ao final de 2024
- Novas regras: A Lei de Controle de Imigração agora é mais rígida com quem solicita refúgio múltiplas vezes sem justificativa nova, visando acelerar o processo
Brasileiros em destaque: detenção e supervisão
Um dado que chama a atenção é o perfil dos estrangeiros detidos em instalações da Imigração. No final de 2024, entre os indivíduos sob supervisão após ordem de deportação, os brasileiros ocupavam o 1º lugar, com 37 pessoas (17,4% do total), seguidos por turcos e iranianos.
Já no pedido de “Kari Homen” (libertação provisória), os brasileiros aparecem em 7º lugar, com 113 solicitações em 2024, uma lista encabeçada por cidadãos da Turquia e Sri Lanka.
Quem arca com os custos?
A política do governo japonês é clara: o ônus financeiro deve ser, prioritariamente, do infrator.
- Autofinanciamento (90% dos casos): o indivíduo ou o empregador paga a passagem
- Financiamento governamental: ocorre quando não há recursos e há questões humanitárias (pago com impostos)
- Financiamento da transportadora: caso a entrada seja negada no desembarque a companhia aérea banca
Deportado pode voltar ao Japão?
Ser deportado por trabalho ou permanência ilegal implica na proibição de reentrada no Japão por 5 anos. O Departamento de Imigração recomenda fortemente a partida voluntária para evitar a detenção prolongada e custos maiores.
Fontes: FNN e MOJ








