Restos mortais do executado Shoko Asahara: tribunal ordena a entrega à filha
A filha do executado Shoko Asahara brigou na Justiça para que o governo do Japão lhe entregasse os restos mortais. Ela ganha a causa em segunda instância.

Fundador e líder da seita Aum Shinrikyo que foi executado (NNN)
No processo movido pela segunda filha do condenado à morte Shoko Asahara (Chizuo Matsumoto é o nome verdadeiro), então líder da seita Aum Shinrikyo, executado em 2018 pelo ataque com gás sarin no metrô de Tóquio, em 20 de março de 1995, e outros crimes, o Tribunal Superior de Tóquio, em segunda instância, ordenou ao governo a entrega de seus restos mortais e cabelo, mantendo a decisão de primeira instância.
Na audiência de apelação do processo movido pela segunda filha, 44, do executado, na época com 63 anos, ela buscou a entrega dos restos mortais e do cabelo. O juiz do Tribunal Superior de Tóquio rejeitou o recurso do governo na quinta-feira (5).
Por que o governo não queria entregar os restos mortais de Shoko Asahara
O governo se recusou a entregar os restos mortais e o cabelo de Shoko Asahara, alegando razões como a possibilidade de se tornarem objeto de culto para os seguidores do Aleph, grupo que mudou seu nome, oriundo da seita Aum Shinrikyo.
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Isso levou a filha a mover um processo contra o Estado e ela ganhou a causa nas duas instâncias.
O tribunal decidiu então, tal como no primeiro julgamento, que “a segunda filha solicita a transferência dos restos mortais para poder prestar homenagem ao falecido e manifestou a intenção de os manter em casa e nunca os entregar ao Aleph ou a terceiros.
Portanto, mesmo tendo em conta a natureza especial dos restos mortais, o pedido de sua transferência não pode ser considerado um abuso de direito”.
“Entendemos que nossas reivindicações não foram aceitas. Analisaremos a decisão minuciosamente e responderemos de forma apropriada”, disse um porta-voz do governo após a sentença.
“Simplesmente quero lamentar a morte do meu pai em silêncio. Por favor, entreguem seus restos mortais o mais rápido possível”, apelou a filha do executado Shoko Asahara.
Ela ainda afirmou: “Não quero que os restos mortais do meu pai sejam usados para fins políticos ou religiosos. Como filha dele, simplesmente quero lamentar a morte dele em silêncio. Exorto o governo a cumprir a decisão e entregar seus restos mortais imediatamente”.
Fontes: NHK, Yomiuri e NTV







