A Lufthansa, maior companhia aérea da Alemanha, enfrentou uma quinta-feira (12) caótica com a paralisação de pilotos e tripulantes de cabine. A greve resultou no cancelamento de centenas de voos, um novo desafio para a empresa que há anos tenta controlar os custos de sua marca principal.
Em comunicado, a companhia informou que quase 800 voos foram cancelados, afetando os planos de viagem de aproximadamente 100 mil passageiros.
A Lufthansa descreveu o impacto como “extremamente severo e desproporcional” para seus clientes, mas expressou expectativa de retorno à normalidade nesta sexta-feira (13).
A associação alemã de aeroportos ADV, por sua vez, estimou mais de 460 voos cancelados e cerca de 70 mil passageiros impactados.
Nos principais centros da Lufthansa na Alemanha, os painéis de partida dos aeroportos de Frankfurt e Munique exibiam a maioria dos voos cancelados para o dia, incluindo destinos internacionais.
A Lufthansa havia comunicado previamente que tentaria realocar os passageiros em suas outras companhias aéreas ou parceiras antes do restabelecimento completo dos serviços na sexta-feira.
Impacto em grande eventos e impasse nas negociações
A paralisação, organizada pelo sindicato dos pilotos VC e pelo sindicato dos tripulantes de cabine UFO, ocorreu em um momento de grande movimentação na Alemanha.
Coincidentemente, o Festival de Cinema de Berlim (Berlinale) teve início na capital alemã na quinta-feira, e políticos e oficiais militares se reúnem para a Conferência de Segurança de Munique, que começará na sexta-feira.
Os pilotos, representados pelo sindicato VC, estão em conflito com a Lufthansa e sua divisão de carga por questões de aposentadoria.
Após uma votação no ano passado, o sindicato declarou-se pronto para a greve, buscando pressionar a empresa por benefícios de aposentadoria mais generosos. As negociações foram retomadas, mas têm sido intermitentes e sem resultados.
A Lufthansa, que já descreveu sua principal companhia aérea como um “filho problemático”, afirma não ter margem financeira para atender às demandas.
Paralelamente, o sindicato UFO dos tripulantes de cabine convocou seus membros da subsidiária Lufthansa CityLine para a greve, protestando contra o planejado encerramento de suas operações de voo e a “contínua recusa do empregador em negociar um plano social coletivo”.
Fonte: CNA



