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Vírus Nipah: cientistas consideram propagação 'limitada' apesar de novos casos

| Ásia

O vírus Nipah, transmitido por morcegos e por vezes fatal, teve sua propagação considerada limitada por cientistas. Contudo, novos casos em Bangladesh e na Índia no início de 2026 reacenderam temores, levando países asiáticos a reforçar controles de fronteira.

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O vírus Nipah, uma doença infecciosa nomeada em homenagem à vila malaia onde foi identificado pela primeira vez em 1998, é transmitido principalmente por morcegos.

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Embora frequentemente fatal, seu potencial de propagação tem sido considerado “limitado” por cientistas até o momento.

No entanto, a morte de uma mulher em Bangladesh e a confirmação de vários casos no nordeste da Índia, no início de 2026, reacenderam os temores de uma disseminação mais ampla e até mesmo de uma potencial ameaça de pandemia.

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Em resposta, Tailândia, Malásia e Singapura agiram imediatamente, fortalecendo seus controles de fronteira.

Apesar de ambos os surtos terem ocorrido no início de 2026 ao longo da fronteira entre a Índia e Bangladesh, os dois grupos de casos recentes não estão ligados, conforme afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na quarta-feira (11).

Após o rastreamento de mais de 230 contatos, nenhum outro caso foi identificado. Nesta fase, a OMS considera o risco de propagação do vírus, tanto regional quanto globalmente, como “baixo”.

Mecanismos de transmissão e histórico regional

Geralmente transmitido a humanos por um animal infectado – tipicamente morcegos frugívoros, mas também porcos ou até cavalos – o Nipah pode se espalhar por alimentos contaminados ou por contato entre pessoas.

Historicamente, surtos do vírus Nipah têm se concentrado no Sul e Sudeste Asiático, com epidemias registradas em Singapura em 1999 (após importação de porcos infectados da Malásia) e em 2001 na Índia e em Bangladesh. Filipinas também registraram casos.

Embora a infecção por Nipah por vezes não cause sintomas, a maioria dos indivíduos infectados desenvolve a doença após um período de incubação de três a 14 dias, podendo chegar a 45 dias.

Os sintomas iniciais – incluindo febre, calafrios, dor de garganta e vômitos – são frequentemente inespecíficos, mas a condição pode piorar rapidamente e tornar-se grave.

Sintomas graves e os desafios da recuperação

Formas severas da doença podem causar danos neurológicos sérios, como encefalite, convulsões ou até comas, ou insuficiência respiratória aguda. Sua taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, dependendo do caso individual.

Os sobreviventes, por sua vez, geralmente se recuperam completamente. No entanto, para cerca de um em cada cinco, persistem sequelas neurológicas, que por vezes podem ser debilitantes.

Ao contrário de muitos vírus respiratórios, como a Covid-19, o vírus Nipah não é facilmente transmitido de um humano para outro, exigindo contato próximo e prolongado com secreções respiratórias ou fluidos corporais de uma pessoa infectada.

Na Índia, os casos recentes afetaram profissionais de saúde, e aqueles que estiveram em contato com esses pacientes foram colocados em quarentena.

Prevenção e controle de um patógeno de alto risco

Atualmente, não existe um tratamento antiviral específico ou vacina para o vírus Nipah. Os médicos podem apenas tratar os sintomas.

Contudo, vários candidatos a vacinas estão sendo estudados ou em desenvolvimento, a maioria visando proteínas na superfície do vírus essenciais para sua entrada em células humanas e sua disseminação pelo corpo.

Para reduzir o risco de infecção e transmissão, a prevenção baseia-se principalmente na adaptação de comportamentos: evitar o consumo de seiva de palma crua, lavar e descascar frutas, evitar frutas caídas no chão ou com sinais de mordidas, e limitar o contato com morcegos e animais doentes.

Alguns países também realizam triagem de viajantes que chegam de áreas afetadas.

A OMS considera o Nipah um patógeno de alto risco.

Fonte: CNA

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