Na batalha da primavera (shunto), período de negociações entre os sindicatos trabalhistas e empresários para o aumento salarial a partir do novo ano fiscal, a Confederação Sindical Japonesa (Rengo) busca um aumento de pelo menos de 5 a 6% para os trabalhadores das pequenas e médias empresas (PMEs).
Visando combater as disparidades salariais decorrentes das diferenças no porte das empresas e no tipo de vínculo empregatício, a Rengo busca um aumento salarial de pelo menos 6% para funcionários de PMEs e uma meta de 7% para os trabalhadores arubaitos e outros com vínculo empregatício não permanente.
PMEs e aumento salarial defensivo
Nesse contexto, as PMEs estão sendo forçadas a implementar o chamado aumento salarial defensivo para reter talentos, em meio à falta de mão de obra, mesmo que seu desempenho financeiro não esteja melhorando.
Além disso, os trabalhadores com vínculo empregatício não permanente representam 36% da força de trabalho do Japão. Não são poucas as empresas que criam um ambiente favorável ao aumento salarial quando os trabalhadores são multiqualificados.
“Com funcionários multiqualificados, ficou mais fácil organizar os turnos e, se alguém adoecer repentinamente com febre ou outro motivo e precisar se ausentar por um dia, outra pessoa pode substituí-lo imediatamente. Isso também criou uma boa cultura de apoio mútuo. Quanto aos salários, gostaria de continuar aumentando-os de acordo com o salário-base e usar esse aumento para ajudar a empresa a crescer“, disse o diretor de uma PME.
Fonte: NHK 


