O Mizuho Financial Group, uma das maiores instituições financeiras do Japão, anunciou planos para substituir por inteligência artificial (IA) aproximadamente 5 mil cargos administrativos em suas operações no país ao longo dos próximos 10 anos.
A iniciativa visa impulsionar a produtividade do grupo.
Em um comunicado oficial, o Mizuho esclareceu: “Estamos planejando aprimorar nossas capacidades de ganhos, realocando recursos humanos para nossas áreas de foco, utilizando plenamente a IA”.
A instituição fez questão de enfatizar que “não se trata de uma redução de pessoal”, buscando acalmar preocupações sobre demissões em massa.
Tendências tecnológicas e realocação de recursos
A expansão do uso de IA por empresas japonesas para melhorar a eficiência é uma tendência crescente, e o investimento nesta tecnologia é um pilar fundamental do programa político da primeira-ministra Sanae Takaichi.
No setor bancário, as instituições estão buscando implementar iniciativas de IA de forma a minimizar cortes significativos na força de trabalho, especialmente diante da escassez de mão de obra que o país enfrenta.
O Mizuho possui cerca de 15 mil pessoas com cargos administrativos em suas unidades bancárias centrais e outras empresas do grupo. O banco garantiu que os funcionários afetados pela automação serão transferidos para outras funções, adaptando-se às novas demandas do mercado.
Cenário global e a valorização do capital humano
Globalmente, bancos estão investindo pesadamente em IA para aprimorar diversas operações, desde o desenvolvimento de produtos até a gestão de riscos.
O JPMorgan Chase & Co., por exemplo, gasta cerca de US$ 2 bilhões anualmente no desenvolvimento de tecnologia de IA, um investimento que, segundo a própria instituição, também gera uma economia de aproximadamente o mesmo valor a cada ano.
Os líderes dos bancos japoneses têm se esforçado para acalmar as preocupações de que a IA possa eliminar empregos. “Não creio que os humanos perderão seu valor”, afirmou Masahiro Kihara, CEO do Mizuho, em outubro.
“Eles podem buscar trabalhos de maior valor agregado“, concluiu, reforçando a visão de que a IA será uma ferramenta para potencializar o capital humano, e não para substituí-lo.
Fonte: JT



