O governo japonês reafirmou seu compromisso em manter esforços diplomáticos contínuos com os países relevantes, visando a desescalada das tensões em meio aos ataques entre EUA, Israel e Irã.
Na segunda-feira (2), durante uma reunião do Comitê de Orçamento da Câmara Baixa, o tema Irã gerou uma série de questionamentos.
Toshihide Muraoka, chefe do comitê de estratégia eleitoral do Partido Democrático para o Povo, enfatizou que a primeira-ministra Sanae Takaichi deveria assumir a liderança para prevenir desenvolvimentos inesperados.
A presidente do Partido Comunista Japonês, Tomoko Tamura, por sua vez, defendeu que o Japão encoraje os Estados Unidos e Israel a suspenderem os ataques preventivos.
A primeira-ministra Takaichi declarou que sua equipe está preparando uma agenda diplomática abrangente para dedicar todos os esforços à restauração da paz no Oriente Médio, ressaltando que seu governo já está ativamente engajado nessa missão.
Diálogo direto com os envolvidos
Na noite de segunda-feira, em reuniões separadas realizadas em Tóquio com os embaixadores de Israel e do Irã no Japão, o ministro de Relações Exteriores Toshimitsu Motegi expressou profunda preocupação com a deterioração da situação.
No encontro com o enviado iraniano, Motegi apelou ao Irã para que cesse as ações que possam desestabilizar a região, incluindo ofensivas contra países vizinhos.
O governo japonês mantém seu compromisso com a diplomacia persistente. Motegi deverá realizar conversas telefônicas com seu homólogo em Omã.
O Ministério das Relações Exteriores informou que aproximadamente 8,9 mil cidadãos japoneses estão atualmente em 11 países da região, incluindo Irã e Israel.
O governo já auxiliou a evacuação de cinco cidadãos japoneses de Israel por terra até Amã, capital da Jordânia.
As autoridades garantem que farão todo o possível para assegurar a segurança dos cidadãos japoneses na região, e arranjos estão em andamento para ajudar vários cidadãos japoneses no Irã a deixarem o país.
Fonte: NHK



