O conflito no Oriente Médio atingiu um nível de escalada sem precedentes na madrugada de quarta-feira (4), horário de Tóquio.
De acordo com informações cruzadas de agências internacionais e veículos como Al Jazeera e Jerusalem Post, forças de Israel realizaram um bombardeio estratégico contra o edifício onde estava reunida a Assembleia dos Especialistas do Irã, em Teerã.
O ataque ocorreu em um momento de extrema sensibilidade política: os clérigos e autoridades estavam reunidos para definir o sucessor do aiatolá Ali Khamenei, morto em uma ofensiva anterior.
Assembleia dos Especialistas do Irã: todos mortos?
A Assembleia dos Especialistas é o órgão clerical mais poderoso do Irã, composto por 88 membros eleitos que têm a responsabilidade constitucional de escolher, supervisionar e, se necessário, destituir o Líder Supremo.
Relatos indicam que as bombas atingiram o local justamente no momento em que os votos para o novo Líder Supremo estavam sendo contabilizados ou discutidos. Ainda não se sabe se todos morreram.
Impacto político desse bombardeio: ao atacar o processo de sucessão, Israel e os Estados Unidos (que reivindicam a destruição de centros de comando da Guarda Revolucionária na mesma operação) buscam desmantelar a continuidade do regime teocrático iraniano, criando um vácuo de poder absoluto.
Operação conjunta e alvos estratégicos
Enquanto Israel focou nos altos clérigos em Teerã, os Estados Unidos afirmaram ter destruído centros de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
A ofensiva visa paralisar tanto a liderança religiosa quanto a operacional do país. Segundo o New York Post, o bombardeio foi cirúrgico e teve como objetivo os “principais mulás” do país, em uma tentativa de impedir que uma nova linha dura assuma o controle imediato das forças iranianas.
Quem sucederá Khamenei?
O cenário de sucessão no Irã, que já era complexo, tornou-se uma incógnita. Antes do ataque, nomes como Mojtaba Khamenei (filho do falecido líder) e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei, eram considerados favoritos.
Com a Assembleia sob fogo direto, não se sabe quantos membros sobreviveram ou se o processo de escolha poderá ser concluído de forma legítima.
Reação e consequências globais
Este ataque é visto como o golpe final na estrutura de liderança do Irã. A comunidade internacional observa com temor. Sem um Líder Supremo definido e com a Assembleia atacada, o Irã pode entrar em um estado de guerra civil interna ou controle militar direto pela IRGC.
Como vimos anteriormente, essa incerteza política em Teerã é o que mantém o dólar em alta e as bolsas em queda livre, dado o risco iminente de uma resposta militar desesperada do que restou do governo iraniano.
Este evento encerra qualquer possibilidade de curto prazo para um cessar-fogo e coloca o Oriente Médio em uma rota de colisão direta para um conflito regional de proporções totais.
Fontes: The Jerusalem Post, Al Jazeera e NY Times 


