O que antes era o refúgio seguro para as maiores fortunas do mundo, hoje vive um cenário de incerteza. Com a escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã, os Emirados Árabes Unidos (EAU) deixaram de ser o “porto seguro” dos bilionários.
Operadoras de carros de luxo com motorista e de aviação executiva relatam uma corrida sem precedentes por voos de evacuação, transformando os aeroportos de Dubai e Abu Dhabi em palcos de uma fuga discreta, porém massiva.
O fim da “bolha de segurança” de Dubai
Por décadas, Dubai e Abu Dhabi se consolidaram como centros financeiros e de lazer neutros, atraindo investidores globais e a elite russa após o início da guerra na Ucrânia.
No entanto, a proximidade geográfica com o Irã e o risco de interrupção nas rotas aéreas e de suprimentos mudaram a percepção de risco.
De acordo com corretores de aviação privada, a demanda por fretamentos de última hora disparou desde o ataque à Assembleia de Especialistas em Teerã. O objetivo é claro: colocar distância entre as famílias e possíveis retaliações na região do Golfo.
Destinos de refúgio
Para onde estão indo os donos das grandes fortunas? O relatório aponta para três direções principais, a bordo de um jatinho, pelo qual pagam de 175 mil a 235 mil dólares (de 27,6 a 37 milhões de ienes).
Para manter o custo total da viagem baixo, muitos primeiro pegam voos de curta distância para países vizinhos fora da região e, em seguida, fazem conexão com voos regulares para seu destino final.
- Suíça e Londres: destinos tradicionais para ativos financeiros e residências de verão.
- Singapura: consolidando-se como o novo hub de segurança na Ásia para quem busca estabilidade longe do conflito atual.
- Ilhas Cayman e Bahamas: para aqueles que buscam isolamento total enquanto a poeira não baixa no Oriente Médio.
Para os ultrarricos que querem se deslocar de carro de luxo com motorista, há concierges que providenciam tudo para a “fuga” para Omã, por exemplo. De lá, pegam um jatinho ou voo comercial para um desses destinos.
Impacto no mercado de luxo
A saída repentina desse público UHNWI (Ultra High Net Worth Individuals) já começa a ser sentida nos Emirados Árabes:
- Imóveis de alto padrão: Houve um aumento súbito na oferta de mansões para aluguel ou venda rápida, enquanto compradores colocam negócios em pausa.
- Consumo de luxo: boutiques de grifes em Dubai Mall e restaurantes estrelados já notam uma queda na frequência de sua clientela mais exclusiva.
Fonte: Business Insider 


