O Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão (MEXT) divulgou os resultados de sua pesquisa de 2025 sobre o status da digitalização nas escolas públicas, revelando avanços em algumas áreas, mas também desafios persistentes na implementação completa da transformação digital.
A pesquisa, que abrangeu escolas primárias, secundárias, de ensino médio e de educação especial públicas, buscou avaliar o progresso da digitalização e sua contribuição para a melhoria das condições de trabalho dos professores.
Entre as medidas de digitalização mais adotadas, destacam-se o uso de serviços em nuvem para comunicação de faltas, atrasos e saídas antecipadas de alunos, o compartilhamento de materiais de reuniões de funcionários na nuvem e o uso de serviços em nuvem para troca de informações e comunicação entre professores e funcionários. Em todas essas categorias, mais de 80% das escolas responderam que estavam ‘totalmente digitalizadas’ ou ‘implementando’.
Especificamente, 54% das escolas que utilizam serviços em nuvem para comunicação de faltas, atrasos e saídas antecipadas de alunos e 43,6% das escolas que compartilham materiais de reuniões de funcionários na nuvem relataram que essas medidas contribuíram para a melhoria das condições de trabalho.
Desafios na digitalização e o aumento do uso de IA
Um avanço notável foi o aumento significativo no uso de inteligência artificial (IA) generativa. Enquanto no ano fiscal anterior (2024) apenas 2,7% das escolas tinham a maioria dos professores utilizando IA, este ano o número saltou para 17,2%.
Por outro lado, a pesquisa também evidenciou áreas onde a digitalização ainda enfrenta resistência. Um impressionante 88,7% das escolas responderam que ‘não implementaram absolutamente’ reuniões híbridas de funcionários. Da mesma forma, 73,1% das escolas ‘não adotaram absolutamente’ a realização online de reuniões de apresentação da escola ou entrevistas com pais.
Além disso, a necessidade de carimbos em documentos de trabalho continua sendo uma barreira significativa, com 91,0% das escolas respondendo que ‘sim’, ainda existem documentos que exigem carimbo, destacando áreas onde a digitalização ainda não progrediu.
Fonte: TBS