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Japão promete 80 milhões de barris de petróleo em intervenção global sem precedentes

O Japão se comprometeu a liberar 80 milhões de barris de petróleo como parte de uma intervenção global sem precedentes de 400 milhões de barris, anunciada pela Agência Internacional de Energia (AIE).

PM

Portal Mie Editorial

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Navio-petroleiro navegando em mar aberto
Navio-petroleiro navegando em mar aberto (Imagem Ilustrativa)

Uma quantidade sem precedentes de 400 milhões de barris de petróleo estocados será liberada no mercado por 32 países, incluindo o Japão, informou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quarta-feira. A medida visa conter a instabilidade nos mercados e as ameaças ao suprimento causadas pela guerra no Oriente Médio.

No entanto, investidores permanecem céticos em relação à eficácia da ação. O petróleo Brent ultrapassou a marca de US$100 por barril nas negociações asiáticas de quinta-feira, um aumento significativo em relação aos cerca de US$90 do dia anterior. Enquanto isso, o índice Nikkei 225 da bolsa de Tóquio registrou queda de 1,54% pela manhã, e o iene começou a testar o nível de ¥160 em relação ao dólar.

Fatih Birol, diretor executivo da AIE, declarou em comunicado: ‘Os desafios que enfrentamos no mercado de petróleo são de uma escala sem precedentes, portanto, estou muito satisfeito que os países membros da AIE tenham respondido com uma ação coletiva de emergência de tamanho inédito’. Ele acrescentou que ‘os mercados de petróleo são globais, então a resposta a grandes interrupções também precisa ser global’.

O consumo global de petróleo bruto é estimado em mais de 100 milhões de barris por dia. Os 400 milhões de barris anunciados pela AIE representam aproximadamente quatro dias de demanda mundial.

Horas antes do anúncio da AIE, a primeira-ministra Sanae Takaichi informou que o Japão liberará petróleo de suas reservas equivalente a 45 dias de demanda doméstica – a maior liberação já realizada pelo país – a partir de segunda-feira. Isso inclui reservas privadas equivalentes a 15 dias de demanda.

Fonte: The Japan Times