Um tribunal distrital no leste do Japão sentenciou Jun Saito, de 43 anos, à prisão perpétua pelo assassinato de uma família de três pessoas, ocorrido há quatro anos.
O réu foi acusado de usar um machado para tirar a vida de William Bishop Jr., de 69 anos, cidadão americano, sua esposa Izumi Morita, de 68, e a filha do casal, Sophianna Megumi Morita, de 32.
O crime brutal aconteceu em dezembro de 2022, na residência da família em Hanno (Saitama), onde a filha estava visitando.
Durante o julgamento, a promotoria havia pleiteado a pena de morte, argumentando que Saito poderia ser responsabilizado integralmente por seus atos.
Em contrapartida, a defesa sustentou que o tribunal deveria avaliar cuidadosamente a autoria do crime e, caso culpado, considerar sua inimputabilidade penal devido a um transtorno mental.
O veredito e a justificativa judicial
Na segunda-feira (16), o juiz presidente Hideki Igeta declarou que Saito foi reconhecido como o culpado.
Entre as evidências apresentadas, destacou-se a presença de sangue das vítimas em uma arma encontrada na residência do réu.
O juiz descreveu o crime como “hediondo e impiedoso”, ressaltando uma forte intenção de matar.
Contudo, ao proferir a sentença de prisão perpétua, evitando a pena capital, Igeta justificou que “não se pode dizer que não havia problema em sua capacidade de julgamento”, pois Saito sofria de um grave transtorno de saúde mental na época dos fatos.
A indignação da família das vítimas
A família enlutada, que havia clamado pela pena de morte durante todo o processo, divulgou um comunicado expressando sua “inaceitabilidade” em relação à decisão, afirmando que o resultado estava “‘muito abaixo do que esperavam”.
No comunicado, os familiares também revelaram que exigiram que o réu reconhecesse a gravidade de seu crime e esclarecesse seus motivos com suas próprias palavras, mas Saito não confessou nem demonstrou qualquer remorso.
A família manifestou ainda sua revolta, sentindo que a sentença “não deu a devida atenção à preciosidade das vidas que foram perdidas”.
Fonte: MN



