A Emirates, considerada a maior companhia aérea internacional do mundo, está enfrentando um cenário desafiador com voos chegando a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos,) quase vazios em alguns casos.
Este fenômeno ocorre à medida que viajantes evitam a região do Golfo Pérsico, destacando as dificuldades da empresa em restaurar sua rede em meio a uma guerra prolongada.
Dados compilados pela própria companhia aérea, sediada em Dubai, revelam que as rotas mais afetadas são as provenientes dos Estados Unidos e da Europa continental.
Baixa ocupação em rotas estratégicas
Voos de cidades como Praga, na República Tcheca, e Budapeste, na Hungria, têm operado com uma ocupação de apenas 5% a 10%.
A situação é igualmente crítica em voos de Nova Iorque, nos EUA, onde apenas um quinto das passagens foram vendidas, e pelo menos um voo na semana passada partiu com menos de 35 passageiros em um jato Airbus A380, que normalmente acomoda cerca de 500 pessoas.
As partidas de Chicago também registraram cabines pela metade vazias.
Um padrão distinto é observado nos voos que partem de Dubai: muitos passageiros estão deixando a cidade nos aviões disponíveis, que já tiveram seu número reduzido. Contudo, a Emirates então voa opera mesmos jatos de volta para seu hub com uma ocupação significativamente baixa.
Além disso, a companhia lida com milhares de “no-shows” (passageiros que não comparecem) diariamente em voos de saída, o que sublinha a complexidade de gerenciar uma operação que, em condições normais, inclui centenas de voos diários quase cheios.
Posicionamento e flexibilidade do cliente
Diante das circunstâncias, a Emirates afirmou em comunicado que continuará a restaurar sua rede de forma gradual, desde que possa fazê-lo com segurança.
Um porta-voz da empresa confirmou que, dada a situação atual, a ocupação de voos de chegada está, compreensivelmente, baixa, mas a companhia não comenta sobre a ocupação de rotas específicas.
Para mitigar os impactos, a Emirates está oferecendo reembolsos e flexibilidade no reagendamento de voos até o final do mês.
Fonte: JT



