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Alto funcionário de combate ao terrorismo dos EUA renuncia por operação militar no Irã

Um alto funcionário de contraterrorismo dos EUA, Joe Kent, renunciou ao cargo, alegando não poder apoiar a operação militar contra o Irã. Ele afirmou que o Irã não representava uma ameaça iminente.

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Por que um alto funcionário dos EUA renunciou por causa do Irã
Por que um alto funcionário dos EUA renunciou por causa do Irã? (ilustrativa/banco de imagens)

Um alto funcionário de combate ao terrorismo dos Estados Unidos anunciou sua renúncia. O indicado pelo presidente Donald Trump afirmou que não pode apoiar a operação militar conjunta entre EUA e Israel contra o Irã.

O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joe Kent, publicou uma carta endereçada ao presidente Donald Trump nas redes sociais na terça-feira (17). Nela, ele declarou que estava se afastando imediatamente do cargo.

Kent escreveu: “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em andamento no Irã. O Irã não representava uma ameaça iminente à nossa nação, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e seu poderoso lobby americano”.

Veículos de mídia dos EUA relatam que Kent é o primeiro membro sênior da administração a se demitir por causa do conflito com o Irã. Trump nomeou Kent, um veterano de guerra, para chefiar o Centro Nacional de Contraterrorismo no ano passado. A organização é responsável por analisar informações de inteligência sobre terrorismo.

Reação da Casa Branca e implicações políticas

Trump disse a repórteres na Casa Branca na terça-feira que considerava Kent um “cara legal”, mas que ele era “muito fraco em segurança”. O presidente acrescentou: “É bom que ele esteja fora, porque ele disse que o Irã não era uma ameaça”.

Durante a campanha presidencial de 2024, Trump angariou apoio republicano em parte sugerindo que evitaria intervenções militares em conflitos estrangeiros.

O jornal The New York Times enquadrou a renúncia do principal oficial de contraterrorismo do país como “um sinal de divisões emergentes na coalizão republicana”.

Fonte: NHK