Líderes europeus, como o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron, recusaram formalmente o pedido de Donald Trump para enviar navios ao Estreito de Ormuz.
A justificativa é que a Europa não foi consultada, não concorda com a estratégia e não vê um plano de sucesso claro. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, foi enfático: “Esta não é nossa guerra”.
Motivações e riscos
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Falta de clareza: oficiais europeus temem ser arrastados para um conflito imprevisível com objetivos mal definidos (como uma possível mudança de regime no Irã).
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Pressão popular: pesquisas indicam que a maioria das populações no Reino Unido (49%), Alemanha (58%) e Espanha (68%) se opõe à guerra.
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Tensões transatlânticas: a recusa ocorre em um momento de fragilidade na OTAN, agravada por disputas comerciais (tarifas) e a política de Trump em relação à Ucrânia e à Rússia.
Reação de Donald Trump
O presidente americano classificou a recusa como um “erro muito tolo” e atacou pessoalmente líderes como Keir Starmer, do Reino Unido. Trump também ameaçou retaliações comerciais contra países como a Espanha por não permitirem o uso de bases militares para a guerra.
A Europa está tentando agir por conta própria para garantir a liberdade de navegação.
A França lidera uma coalizão (envolvendo países asiáticos e do Golfo) para escoltar navios comerciais no Estreito de Ormuz, mas busca fazer isso através da desescalada e diplomacia com o Irã, sem a participação dos EUA.
A União Europeia adotou uma postura de “unidade e calma” diante da imprevisibilidade de Trump, priorizando seus próprios valores e a estabilidade regional em vez de seguir a estratégia militar de Washington.
Fonte: JT



