Autoridades do Departamento de Defesa dos EUA haviam indicado em 2025 que possivelmente em 2027 a China atacaria Taiwan. É o ano do centenário da fundação do seu Exército de Libertação Popular (PLA).
Mas essa previsão mudou, pois um relatório de inteligência, com mais detalhes, concluiu que a China não planeja invadir Taiwan no próximo ano, mas sim busca assumir o controle da ilha estratégica no Pacífico sem recorrer à força.
A análise estima que “os líderes chineses não planejam atualmente realizar uma invasão de Taiwan [em 2027], nem têm um cronograma fixo para alcançar a unificação”, afirma o relatório de Avaliação Anual de Ameaças.
Porém, o Exército de Libertação Popular está desenvolvendo suas capacidades militares, que poderiam ser usadas em qualquer tentativa de tomar a ilha.
“Taiwan é assunto interno da China”
O governo chinês, que considera a ilha parte de seu território, intensificou a pressão militar sobre a ilha autogovernada nos últimos anos.
Questionado sobre o relatório, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, respondeu que “a questão de Taiwan é um assunto interno da China” e instou os Estados Unidos a “falarem e agirem com prudência” em relação à ilha.
“Os Estados Unidos devem corrigir sua percepção da China e parar de inflar a teoria da ameaça chinesa“, declarou o porta-voz em uma coletiva de imprensa.
Japão
A China reagiu furiosamente às declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi de que o Japão tomaria medidas militares em caso de um ataque chinês a Taiwan, aconselhando seus cidadãos a não viajarem para o Japão e restringindo algumas exportações.
Takaichi manteve sua posição – que aumenta o risco de um ataque chinês a Taiwan desencadear um conflito regional – era consistente com a política japonesa de longa data.
“A China está empregando pressão coercitiva em múltiplos domínios, que provavelmente se intensificará até 2026, com o objetivo tanto de punir o Japão quanto de dissuadir outros países de fazerem declarações semelhantes sobre seu potencial envolvimento em uma crise em Taiwan”, diz o relatório.
Fontes: News Sky e DW 


