Na madrugada de segunda-feira (23), horário de Tóquio, um comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) em resposta ao presidente dos Estados Unidos afirmou que o país fechará completamente o Estreito de Ormuz à navegação, caso ele execute seu plano.
“Não começamos a guerra e não a começaremos agora, mas se o inimigo prejudicar nossas usinas de energia, faremos tudo para defender o país e os interesses do nosso povo”, diz o comunicado em resposta ao ultimato de Trump (no domingo) que deu ao Irã 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz à navegação ou enfrentar a destruição de sua infraestrutura energética. O prazo final de Trump vence na noite de segunda-feira (23), horário de Washington.
A IRGC disse que empresas com ações americanas seriam “completamente destruídas” se instalações de energia iranianas fossem alvos dos EUA, e afirmou que instalações de energia em países que abrigam bases americanas seriam alvos “legais”.
Com esses recados, a tensão voltou a subir no Oriente Médio.
O Irã rejeitou o ultimato enquanto seus mísseis atingiram o sul de Israel, inclusive perto do principal centro de pesquisa nuclear do país. Além disso, disparou dois mísseis contra uma base britânico-americana no Oceano Índico.
Empresa petrolífera teria pago 300 milhões de ienes ao Irã para passar 8 navios
O Financial Times noticiou que pelo menos 8 navios atravessaram o Estreito de Ormuz na semana passada, navegando ao longo da costa iraniana apesar do bloqueio de fato, e que uma empresa petrolífera pagou ao Irã cerca de 300 milhões de ienes.
Entre os navios que atravessaram o Estreito de Ormuz, havia petroleiros e graneleiros da Índia, Paquistão e Grécia, bem como navios petroleiros iranianos, muitos dos quais já haviam atracado em portos iranianos.
Além disso, citando a empresa de informações marítimas Lloyd’s List Intelligence, a reportagem afirmou que uma empresa petrolífera pagou ao Irã US$ 2 milhões (aproximadamente 300 milhões de ienes) em troca de salvo-conduto.
Fontes: The Guardian, FNN e NHK 


