Portal Mie PORTAL MUNDO
Radar

Japão tenta evitar pânico por papel higiênico em meio a temores de guerra no Irã

Autoridades japonesas buscam acalmar a população sobre a disponibilidade de papel higiênico, enfatizando que a produção é doméstica e não há ligação com a situação no Oriente Médio, apesar do pânico nas redes sociais.

NP

Notícias Portal Mie

⏱ 2min de leitura
Ouça agora · Áudio da notícia
Playlist →
00:00
--:--
Produção doméstica: Japão tem papel higiênico suficiente
Produção doméstica: Japão tem papel higiênico suficiente (imagem ilustrativa/PM)

O governo japonês fez um apelo para que os cidadãos não entrem em pânico e evitem a compra excessiva de papel higiênico. A medida ocorre após publicações em redes sociais indicarem que as pessoas estão começando a estocar produtos de primeira necessidade, motivadas por preocupações com a guerra no Oriente Médio.

O acúmulo de papel higiênico já se tornou um fenômeno no Japão durante o choque do petróleo de 1973, que desencadeou a primeira contração econômica do país no pós-guerra. Mais recentemente, o devastador terremoto e tsunami de 2011, além da pandemia de covid-19, provocaram padrões de comportamento semelhantes na população.

O Ministério da Economia, Comércio e Indústria emitiu um comunicado, orientando os consumidores a tomarem decisões racionais sobre a compra de papel higiênico, baseadas em informações precisas.

Um usuário da plataforma X (antigo Twitter) publicou: “A farmácia aqui perto estava sem papel higiênico! Parece que todo mundo está estocando”.

Produção doméstica garante abastecimento

De acordo com a Associação da Indústria de Papel Doméstico do Japão, cerca de 97% do papel higiênico é produzido domesticamente, utilizando papel reciclado e celulose, sem qualquer dependência do Oriente Médio. O grupo acrescentou que a produção não foi diretamente afetada e que há capacidade suficiente para aumentar a produção, se necessário.

As autoridades reforçam que não há motivo para alarme e que o abastecimento está garantido, buscando dissipar os temores de uma nova onda de escassez artificial causada pelo pânico de compras.

Fonte: JT