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Irã entre o diálogo e a pressão: Trump sinaliza paz, mas Arábia Saudita pede continuidade da guerra

O Irã sinalizou que está dialogando com Washington, o que muda o cenário desse conflito. Mas o príncipe saudita pede que a guerra continue. Entenda!

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Redação

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Imagens de um drone da Al Jazeera após um ataque em Tel Aviv, Israel, na terça-feira
Imagens de um drone da Al Jazeera após um ataque em Tel Aviv, Israel, na terça-feira (24)

O cenário Irã-EUA mudou drasticamente nas últimas 24 horas, e agora – quarta-feira (25) no Japão – o que se vê é um momento de “diplomacia de corda bamba“. De um lado, janelas de diálogo se abrem; do outro, pressões regionais tentam manter o motor da guerra ligado.

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O mundo respira por aparelhos após o presidente Donald Trump anunciar o adiamento de ataques à infraestrutura do Irã. Enquanto mediadores correm contra o tempo para evitar um desastre global, os bastidores revelam um jogo de pressões pesadas entre aliados e inimigos.

A “linha direta” secreta

Apesar dos desmentidos oficiais de Teerã para consumo interno, canais diplomáticos confirmam que o diálogo começou.

  • O contato: os enviados especiais de Trump, Steve Witkoff, e o genro do presidente, Jared Kushner, teriam mantido contatos com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.
  • A mensagem do Irã: fontes indicam que o novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, deu o “sinal verde” para encerrar o conflito rapidamente, desde que as condições de soberania do país sejam respeitadas.
  • O mediador: o governo do Paquistão se ofereceu oficialmente para sediar as conversas em Islamabad, tentando atuar como a “ponte” que o mundo precisa agora.

A pressão saudita: “Não pare a guerra”

Nem todos na região querem o fim das hostilidades. Segundo o New York Times, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman (MBS), tem pressionado Trump para continuar a ofensiva.

  • A visão de MBS: O príncipe vê uma “oportunidade histórica” para remodelar o Oriente Médio e remover de vez a ameaça do governo de Teerã.
  • O risco para o Japão: se a visão saudita prevalecer e a guerra continuar, o Estreito de Ormuz poderá permanecer fechado, o que manteria o preço do petróleo em patamares insustentáveis para a economia japonesa. E, claro, afetaria outros países da Ásia, dependentes do petróleo.

O relógio de 5 dias

Trump deu um prazo que termina no sábado (28). O que está na mesa é um acordo de 15 pontos que inclui:

  • Fim do enriquecimento de urânio pelo Irã, usado para combustível de reatores nucleares
  • Controle conjunto do Estreito de Ormuz
  • Suspensão mútua de ataques a infraestruturas de energia

O que isso significa para o Japão?

  • Volatilidade do iene: qualquer notícia positiva sobre o diálogo faz o iene respirar; qualquer sinal de fracasso o joga de volta para a casa dos 160 por dólar.
  • Preço do combustível: a trégua de 5 dias segurou a alta imediata do petróleo (Brent caiu de $113 para $97 temporariamente), mas o mercado continua nervoso. O desmentido iraniano sobre a trégua fez os preços subirem novamente para a casa dos $104.
  • Segurança logística: navios de países “amigos” (como China e Paquistão) já estão conseguindo passar pelo Estreito de Ormuz. O Japão está em negociações intensas para que seus navios também recebam essa permissão de trânsito.

O “fator Kushner”: a diplomacia de confiança de Trump

Para entender por que existe uma chance real de paz, precisamos olhar para quem está conduzindo as conversas. Trump não enviou diplomatas de carreira do Departamento de Estado, mas sim o seu círculo mais íntimo: Jared Kushner e Steve Witkoff.

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  • Por que Kushner? ele foi o arquiteto dos Acordos de Abraão (que normalizaram relações entre Israel e países árabes no primeiro mandato de Trump). Ele tem trânsito direto e confiança pessoal tanto com os líderes do Golfo quanto com o governo de Israel.
  • O “canal dos amigos”: ao usar Kushner, Trump ignora a burocracia e fala diretamente com quem decide. Relatos indicam que as conversas com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, focaram em uma solução que permita ao Irã salvar sua economia sem parecer que “se rendeu” totalmente.
Fontes: NHK, Iran Intl, The Guardian, Al Jazeera, DW e Anadolu Agency

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