O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu na terça-feira (24), horário de Brasília, a prisão domiciliar provisória de 90 dias ao ex-presidente Jair Bolsonaro, depois que tiver alta hospitalar.
Moraes atendeu ao pedido feito pela defesa do ex-presidente. Segundo os advogados, Bolsonaro não tem condições de voltar para a prisão devido ao agravamento de seus problemas de saúde.
A domiciliar passará a ser cumprida após Bolsonaro receber alta do Hospital DF Star, em Brasília, onde se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana desde o dia 13.
Condenado a 27 anos
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista e cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como Papudinha.
Pela decisão, agentes da Polícia Militar deverão fazer a segurança da casa do ex-presidente condenado para evitar fuga. Além disso, não poderá receber visitas, a não ser os familiares.
Após o prazo, a manutenção do benefício deverá ser reanalisada pelo ministro Moraes, que poderá solicitar nova perícia médica.
Moraes também determinou que o ex-presidente voltará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado pela trama golpista, o ex-presidente foi preso após tentar violar o equipamento.
Bolsonaro continua internado
O ex-presidente saiu da UTI, mas segue internado. Segundo boletim médico divulgado na terça-feira, apesar de apresentar melhora clínica, ele segue no hospital com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora.
Não há previsão de alta hospitalar.
Fonte: Agência Brasil 


