Quinta-feira (26) foi um dia histórico para a economia japonesa. Com o Estreito de Ormuz bloqueado, o governo de Sanae Takaichi ativou o maior plano de contingência energética já visto no país, com o início da liberação das reservas nacionais de petróleo.
Início da liberação das reservas
As torneiras foram abertas na base de Kikuma (Ehime) e serão em mais 10 locais, sequencialmente.
- Volume: são 8,5 milhões de quilolitros, o equivalente a um mês de consumo doméstico, a partir de 11 bases.
- Objetivo: inundar o mercado interno com petróleo para que as refinarias (Eneos, Idemitsu e outras duas) não parem a produção de gasolina, diesel e querosene, garantindo fornecimento estável dos combustíveis. O total negociado é de cerca de 540 bilhões de ienes.
A liberação conjunta, incluindo o suprimento de 15 dias proveniente das reservas privadas, liberadas em 16 deste mês, representa a maior liberação já realizada.
Cronograma da liberação das reservas
Segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI), a partir de sexta-feira (27), serão incluídos os seguintes três locais:
- Kashima (Ibaraki)
- Hakushima (Fukuoka)
- Kiire (Kagoshima)
A partir sábado (28), serão incluídos outros locais:
- Reserva Conjunta de Petróleo de Hokkaido
- Tomakomai Leste (Hokkaido)
- Sodegaura (Chiba)
- 4 bases de petróleo de Okinawa
A partir de 29 deste mês, as liberações começarão em um único local, o Terminal de Okinawa.
Rotas alternativas ao Estreito de Ormuz
Fora do Estreito de Ormuz, petroleiros carregados com petróleo bruto do Oriente Médio podem passar por rotas como o Mar Vermelho, partindo do porto de Yanbu, a oeste da Arábia Saudita, ou do porto de Fujairah, a leste dos Emirados Árabes Unidos.
No entanto, a rota do Mar Vermelho acarreta o risco de ataques dos rebeldes Houthi no Iêmen, e Fujairah também já foi alvo de ataques com drones.
Para evitar esses riscos, existe também uma rota que parte de Yanbu, atravessa o Canal de Suez e contorna o Cabo da Boa Esperança, na África, antes de chegar ao Japão. No entanto, segundo a Associação Japonesa de Armadores, essa rota levaria aproximadamente 100 dias (ida e volta), mais que o dobro do tempo da rota pelo Estreito de Ormuz.
Novas fontes de petróleo
Além de desenvolver essas rotas alternativas, o METI e as empresas também estão explorando a possibilidade de expandir suas fontes de abastecimento para incluir os Estados Unidos, a Ásia Central e a América do Sul, que têm capacidade para aumentar a produção.
Fontes: NHK



