O Japão está prestes a iniciar um programa de vacinação regular contra o vírus sincicial respiratório (VSR), uma medida crucial para proteger recém-nascidos da pneumonia. A iniciativa terá início na quarta-feira (1º), marcando o começo do ano fiscal.
Estima-se que a maioria dos bebês no Japão seja infectada pelo VSR pelo menos uma vez.
Os sintomas do vírus são semelhantes aos de um resfriado comum, incluindo febre e coriza, e a transmissão ocorre por meio de gotículas ou contato com mãos contaminadas, podendo levar a complicações respiratórias graves em lactentes.
Vacinação materna e transferência de anticorpos
A vacina, conhecida como Abrysvo, desenvolvida pela gigante farmacêutica norte-americana Pfizer, será administrada a mulheres entre a 28ª e a 36ª semana de gravidez. O objetivo é imunizar os bebês ainda no útero, transferindo anticorpos protetores.
Os custos da vacinação serão cobertos principalmente por fundos públicos, e a aplicação será feita por meio de uma única injeção intramuscular.
Este programa representa um marco significativo, pois será a primeira vacina materna a ser incluída no calendário de vacinação de rotina do Japão.
Embora possíveis efeitos colaterais incluam dor e sensibilidade muscular no local da injeção, não há expectativa de que a vacina cause problemas sérios, como parto prematuro ou natimorto.
Expansão das medidas de saúde pública
Além da vacinação materna, medicamentos com anticorpos administrados diretamente aos bebês também se mostraram eficazes na prevenção de infecções por VSR.
No entanto, a legislação atual de imunização não permite sua inclusão no programa de vacinação regular. Um comitê de especialistas do Ministério da Saúde está atualmente avaliando uma possível revisão da lei para incorporar essas opções.
A partir de abril, o Japão também adotará vacinas mais eficazes do que as atualmente em uso para programas de rotina contra o papilomavírus humano (HPV), responsável pelo câncer de colo do útero, e contra o pneumococo em idosos, reforçando o compromisso do país com a saúde pública e a prevenção de doenças.
Fonte: JT



