Em resposta à escalada de tensões no Oriente Médio e às ameaças recentes envolvendo o Estreito de Ormuz, o Ministério da Defesa do Japão (MOD) anunciou uma medida drástica de segurança, usando mísseis, se for o caso.
Conforme reportado pela NHK, o governo decidiu antecipar a instalação de sistemas de mísseis nas províncias de Kumamoto e em Shizuoka.
A implantação começou na terça-feira (31).
O que está acontecendo?
O governo japonês está reforçando a sua capacidade de contra-ataque.
- Shizuoka: localizada estrategicamente no centro do Japão, a província passará a abrigar unidades de mísseis terra-navio de última geração no JGSDF Camp Fuji.
- Objetivo: proteger as rotas marítimas e os pontos vitais de infraestrutura energética do país, que estão sob ameaça devido ao ultimato de Donald Trump contra o Irã e ao risco de bloqueio total de combustível.
Por que Shizuoka e Kumamoto?
- Kumamoto: serve como um ponto de defesa essencial no sul, monitorando as águas que ligam o Japão ao sudeste asiático.
- Shizuoka: além de ser um centro logístico, a sua posição costeira é vital para a vigilância do Oceano Pacífico e a proteção da região de Kanto (Tóquio) e Tokai.
Que tipo de mísseis
- “Tipo 12″, com alcance de aproximadamente mil quilômetros e capaz de atacar navios e outros alvos da terra para o mar, foi instalado em Kumamoto.
- “Míssil planador de alta velocidade”, projetado para atacar forças invasoras em ilhas remotas à distância, implantado em Shizuoka.
- Tomahawk, míssil de cruzeiro, com alcance de 1,6 mil quilômetros, a ser implantado no destróier Aegis.
- JSM tem alcance de aproximadamente 500 quilômetros e é destinado ao uso nos caças F-35A.
Reação das comunidades locais
A NHK destaca que o governo iniciou reuniões de esclarecimento com os governadores locais para garantir que a instalação desses sistemas de mísseis não interfira na vida cotidiana dos civis.
No entanto, a presença militar será mais visível nessas regiões a partir das próximas semanas. “Os benefícios [dos mísseis] superam as desvantagens“, destacou o Chefe do Estado-Maior Conjunto, Hiroaki Uchikura, oficial de mais alta patente das Forças de Autodefesa.
O que isto significa para as populações de Shizuoka e Kumamoto
- Segurança real: o Japão não está parado. Essas medidas de sistema de mísseis visam garantir que o país tenha “dentes” para se defender caso a crise no Irã saia de controle e afete o território japonês ou as suas rotas de navios.
- Impacto no dia a dia: por enquanto, não há motivo para alteração na rotina de trabalho ou moradia. O sistema de defesa é focado em áreas militares e bases das Forças de Autodefesa (JSDF).
- Valorização da informação: viver nessas duas províncias significa estar numa região estrategicamente protegida. Mantenha-se informado pelos canais oficiais sobre qualquer exercício de emergência que a província possa realizar.
Fonte: NHK 


