Uma grande multidão se reuniu na estação Ishikari-Numata, no oeste de Hokkaido, nesta terça-feira (31) para testemunhar a corrida final da JR Rumoi Line.
Este evento marcou o encerramento de seus 116 anos de história, enquanto os trens faziam sua última jornada pelos campos de arroz cobertos de neve.
A JR Rumoi Line, que se estende por 14,4Km, é a linha ferroviária principal mais curta do Japão. Seu último dia atraiu uma vasta quantidade de visitantes e moradores locais, todos ansiosos para se despedir.
Na estação, muitos expressaram um profundo sentimento de perda, com vozes lamentando que o fechamento tornaria a área mais solitária e que a longa história da linha tornava seu fim particularmente emocionante.
História, declínio e impacto social
Inaugurada em 1910, a linha desempenhou um papel vital no transporte de carvão e madeira, apoiando as indústrias da região.
No entanto, com o fechamento das minas de carvão e o declínio da população local, o número de passageiros caiu constantemente, levando à difícil decisão de descontinuar as operações.
Para os residentes, a perda da ferrovia levanta sérias preocupações sobre a vida diária, especialmente para aqueles sem acesso a carros.
Um morador local observou que a mudança para serviços de ônibus limitaria significativamente o acesso a viagens essenciais, como visitas a hospitais, exigindo partidas antecipadas e longas esperas antes de retornar para casa, causando um impacto significativo na vida diária.
Legado e cerimônias de despedida
Mesmo após o fechamento da linha, a estação Ishikari-Numata deverá permanecer como um centro importante para a cidade.
Murakami Yoshiki, membro da equipe de revitalização regional da cidade de Numata, afirmou que, embora a perda de tal infraestrutura seja inevitável, é crucial considerar como levar adiante seu legado e construir para o futuro.
No último dia de operações, cerimônias foram realizadas em três estações ao longo da linha para marcar a ocasião e prestar as últimas homenagens a esta importante parte da história de Hokkaido.
Fonte: NOJ, FNN



