Se você achava que o TikTok servia apenas para dancinhas e notícias, prepare o bolso: a rede social chinesa acaba de bater à porta do Banco Central do Brasil. O objetivo? Obter licenças para operar como instituição de pagamento e empréstimo (fintech) em solo brasileiro.
O que o TikTok está planejando?
A ByteDance (dona do TikTok) quer criar o seu próprio ecossistema financeiro dentro do app.
- Crédito: uma das licenças é para poder operar como “empresa de crédito direto”, que não aceitará depósitos, mas poderá fornecer empréstimos usando seu próprio capital e operar uma plataforma que conecta tomadores e credores.
- Outra licença: como “emissor de moeda eletrônica“, permitindo que os usuários abram contas pré-pagas e gerenciem saldos, enviem dinheiro e façam pagamentos dentro do aplicativo.
Por que o Brasil?
A imprensa japonesa está de olho nesse movimento porque o Brasil é o “laboratório perfeito”.
- O Brasil tem uma das populações mais conectadas ao TikTok e uma das regulamentações de fintechs (como o Pix) mais avançadas do mundo.
- Se der certo no Brasil, o modelo pode ser replicado em outros países (quem sabe até no Japão, onde a Newsweek destaca o interesse crescente por super-apps).
O “super-app” está chegando
O TikTok está seguindo os passos do WeChat na China. Os chineses não querem ser apenas uma rede social, mas um lugar onde você vive, compra e paga suas contas.
A licença solicitada ao BC permitiria a emissão de moeda eletrônica e a prestação de serviços de pagamento, colocando o TikTok em rota de colisão direta com gigantes como Nubank (a maior fintech do país) e Mercado Pago.
O TikTok, reconhecendo sua importância para o Brasil, onde a penetração das redes sociais é alta (131 milhões de usuários), anunciou no final do ano passado sua intenção de investir mais de 200 bilhões de reais (aproximadamente US$ 38,4 bilhões) para construir um centro de dados.
Fontes: Tecnoblog, Finsiders Brasil, Newsweek Japan e Sapo 


