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Sociedade

Escândalos de corrupção abalam a reputação da Universidade de Tóquio

Um grupo de advogados investigativos criticou a Universidade de Tóquio por recentes escândalos de corrupção, exigindo a reforma de seu sistema de governança e aprimoramento da autocorreção.

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Grupo de advogados critica gestão da Universidade de Tóquio
Grupo de advogados critica gestão da Universidade de Tóquio (ilustrativa/banco de imagens)

Um grupo de advogados investigativos emitiu uma forte crítica à Universidade de Tóquio, a prestigiada instituição nacional, em relação aos seus recentes escândalos de corrupção.

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O grupo pediu que a universidade a reformar urgentemente seu sistema de governança, afirmando em um relatório divulgado na sexta-feira (3) que a “função de autocorreção está seriamente deficiente na organização como um todo”.

O relatório detalhou as questões encontradas na resposta da universidade a dois escândalos notáveis, envolvendo um professor e um médico de seu hospital, ambos posteriormente demitidos.

O foco principal da análise foi o caso do ex-professor Shinichi Sato, de 62 anos, que foi indiciado por supostos favores concedidos em conexão com pesquisas conjuntas, em troca de entretenimento luxuoso.

A universidade foi severamente criticada pela longa suspensão de uma investigação interna sobre o caso de Sato, justificada pelas investigações policiais. O relatório argumentou que essa atitude significou o abandono da função de autocorreção e da responsabilidade da universidade.

Além disso, foi considerado problemático o fato de a universidade não ter realizado audiências com um denunciante no escândalo e ter demorado a tomar medidas punitivas contra Sato.

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Causas sistêmicas e propostas de reforma

Diversos fatores foram citados como causas desses problemas, incluindo a falta de consciência de crise e imaginação na universidade, uma cultura de não interferência mútua entre pesquisadores e professores, e o desrespeito ao processo de tomada de decisões da instituição.

Diante disso, o grupo de advogados apelou à universidade para que estabeleça um órgão de auditoria interna capaz de propor melhorias à liderança, reforme seu sistema disciplinar e conduza verificações por terceiros sobre as medidas preventivas para evitar recorrências.

Toshiaki Yamaguchi, chefe do grupo, observou que a universidade, que já fez parte do sistema de serviço público nacional, tem uma tendência a evitar confrontar atos injustos e problemáticos.

“Espero que a universidade tenha em mente que mesmo a Universidade de Tóquio pode ter problemas e se tornar uma organização com uma função de autocorreção”, declarou Yamaguchi.

Fonte: JT

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