Após o acordo de cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã, a Associação Japonesa de Armadores (JSA) declarou que está “monitorando atentamente a situação” em relação à passagem pelo Estreito de Ormuz.
“Neste momento, não temos informações definitivas sobre as condições em que será possível atravessar o Estreito de Ormuz com segurança, por isso estamos monitorando a situação de perto. Esperamos que as coisas evoluam positivamente”, declarou um porta-voz da JSA.
Desde o ataque ao Irã em 28 de fevereiro, o estreito está efetivamente bloqueado, mas até o momento, 3 embarcações ligadas ao Japão conseguiram atravessá-lo. Mas são 42 que ainda permanecem retidas no Golfo Pérsico.
2 navios passaram pelo Estreito de Ormuz
Segundo a empresa de pesquisa europeia Kepler, um navio cargueiro grego e uma embarcação com bandeira da Libéria atravessaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira (8), mas não foi observada uma fila significativa de navios, deixando aproximadamente 800 petroleiros retidos. Muitas empresas de navegação estariam adotando uma postura de cautela, aguardando os desdobramentos.
Estreito de Ormuz: minas navais
A Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã designou “rotas seguras” alternativas pelo Estreito de Ormuz devido à possível presença de minas navais em algumas partes da hidrovia, segundo a agência de notícias estatal SNN, em divulgação por volta das 3h de quinta-feira (9), horário do Japão.
A organização afirmou que a passagem pelo estreito deve ser feita em coordenação com a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), de acordo com a reportagem.
Mas a passagem deverá começar a acontecer somente entre quinta e sexta-feira (10), após as negociações ainda em mediação.
Fontes: FNN, Mainichi e Iran Intl 


