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Economia

Custos de mão de obra e inflação levam empresas no Japão à falência recorde

O Japão registrou 10.505 falências corporativas no ano fiscal de 2025, um aumento de 3,5% e o maior número em 12 anos, impulsionado principalmente por pequenas empresas.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Setor de serviços no Japão registra alta histórica de falências
Setor de serviços no Japão registra alta histórica de falências (ilustrativa/banco de imagens)

O número de falências corporativas no Japão, envolvendo dívidas de pelo menos 10 milhões de ienes, atingiu um recorde de 12 anos no ano fiscal de 2025, que terminou no mês passado.

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Segundo dados divulgados pela Tokyo Shoko Research na quarta-feira (8), o total chegou a 10.505 casos, um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior e o quarto ano consecutivo de crescimento, refletindo um aumento nas falências entre as pequenas empresas.

Os principais fatores por trás dessa escalada incluem a escassez de mão de obra e o aumento dos custos trabalhistas, que resultaram em um número recorde de 442 casos de falência.

A inflação também contribuiu significativamente para o cenário, com o aumento das falências observado em cinco dos dez setores pesquisados.

Impacto nos serviços e perfil das dívidas

O setor de serviços, que engloba restaurantes e outros estabelecimentos, foi particularmente afetado, registrando um aumento de 5,5% e alcançando 3.585 falências, também um recorde histórico.

Com a contínua elevação dos custos de alimentos e serviços públicos, e sem sinais de alívio, muitas empresas viram-se incapazes de repassar esses aumentos aos preços, mergulhando em sérias dificuldades financeiras.

Além do setor de serviços, as indústrias de agricultura, silvicultura, pesca e mineração, juntamente com os setores de construção, varejo e imobiliário, também registraram um número maior de falências em comparação com o ano anterior.

Apesar do aumento no número de falências, o passivo total acumulado pelas empresas falidas diminuiu 33,9%, para 1,56 trilhão de ienes, caindo para a faixa de 1 trilhão de ienes pela primeira vez em quatro anos.

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Desse total, os casos envolvendo dívidas inferiores a 100 milhões de ienes representaram 76,7%, evidenciando o crescimento das falências entre pequenas e microempresas.

Perspectivas futuras e pressão inflacionária

Somente em março, o número de falências subiu 8,3% em relação ao ano anterior, totalizando 924 casos. A dívida total nesse mês também aumentou 16,5%, atingindo 114,8 bilhões de ienes.

Um representante da Tokyo Shoko Research alertou que a inflação, impulsionada pela desvalorização do iene, pode “exercer pressão sobre o fluxo de caixa de pequenas e médias empresas com fracos resultados”, especialmente à medida que a situação no Oriente Médio começa a impactar os negócios.

O oficial previu que “as falências corporativas provavelmente continuarão a aumentar”.

Fonte: JT

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