O presidente russo Vladimir Putin declarou na quinta-feira (9) um cessar-fogo de 32 horas na Ucrânia, abrangendo o fim de semana da Páscoa Ortodoxa.
A decisão segue um apelo anterior do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky por uma pausa nas hostilidades para a observância do feriado religioso.
O decreto de Putin, divulgado pelo Kremlin, ordena que as forças russas observem o cessar-fogo a partir das 16h de sábado (11) e se estendendo até o final de domingo (12).
No início da semana, Zelensky havia proposto que ambos os lados parassem de atacar a infraestrutura de energia um do outro durante o feriado.
Ele afirmou que fez a oferta por meio dos Estados Unidos, que têm mediado conversações entre delegações de Moscou e Kiev, enquanto a invasão russa se estende para o quinto ano.
Até o momento, não houve reação imediata de Kiev ao anúncio de Putin.
Histórico de tréguas e o cenário do conflito
Tentativas anteriores de garantir cessar-fogos tiveram pouco ou nenhum impacto. No ano passado, Putin declarou unilateralmente um cessar-fogo de 30 horas na Páscoa, mas cada lado acusou o outro de violá-lo.
O comunicado do Kremlin que anunciou o cessar-fogo afirmou que “ordens foram emitidas para este período para cessar as hostilidades em todas as direções”, acrescentando que “as tropas devem estar preparadas para contra-atacar quaisquer possíveis provocações do inimigo, bem como quaisquer ações agressivas”.
“Assumimos que o lado ucraniano seguirá o exemplo da Federação Russa”, dizia a nota.
A Rússia rejeitou efetivamente uma trégua incondicional de 30 dias proposta no ano passado pelos EUA e pela Ucrânia como um passo em direção à paz, insistindo em um acordo abrangente. No entanto, Moscou anunciou vários cessar-fogos curtos e unilaterais.
As negociações lideradas pelos EUA não fizeram progresso em questões-chave, e a atenção de Washington mudou para o conflito no Oriente Médio, enquanto os exércitos russo e ucraniano permanecem em batalha em uma linha de frente de aproximadamente 1.250 quilômetros.
Fonte: MN



