Uma missão técnica japonesa está atualmente no Brasil para auditar o sistema de saúde animal do país, um passo decisivo para a abertura do mercado japonês às exportações de carne bovina brasileira.
A auditoria, que se estende até o dia 13 de abril, concentra-se especificamente nos estados do Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, regiões reconhecidas como livres de febre aftosa sem vacinação.
Escopo da auditoria e avaliação técnica
Embora o Brasil tenha solicitado a inclusão de regiões adicionais na revisão, o escopo atual da missão permanece limitado a esses três estados.
Os inspetores estão avaliando a confiabilidade da legislação sanitária brasileira, as medidas de vigilância e as capacidades de controle de doenças, por meio de visitas a fazendas, laboratórios e frigoríficos.
Se a auditoria for bem-sucedida, os obstáculos restantes serão principalmente administrativos, embora o setor privado brasileiro permaneça cauteloso quanto ao cronograma para a aprovação final.
O mercado japonês e o potencial para o Brasil
O Japão é um importador global significativo de carne bovina, adquirindo aproximadamente 60% de seu consumo de países como os Estados Unidos e a Austrália.
Para o Brasil, obter acesso a este mercado representa uma oportunidade de garantir preços premium elevados e diversificar sua base de exportação, atualmente muito dependente da China.
Além da avaliação sanitária, espera-se que futuras negociações abordem as tarifas comerciais elevadas, que atualmente atingem 38,5%.
Contexto diplomático e certificação sanitária
Esta missão ocorre em um contexto de aumento do dinamismo diplomático entre as duas nações e segue o reconhecimento do Brasil em 2025 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como um país livre de febre aftosa sem vacinação.
Fonte: Valor



