O Japão rebaixou sua avaliação da China nesta sexta-feira (10) pela primeira vez em uma década, marcando um novo ponto de deterioração nas relações entre as duas superpotências asiáticas.
Os laços do Japão com Pequim azedaram nos últimos meses, especialmente depois que a primeira-ministra Sanae Takaichi sinalizou em novembro que Tóquio poderia intervir militarmente em um eventual ataque à autogovernada Taiwan.
A China considera a ilha seu território e não descarta a possibilidade de tomá-la pela força.
Mudanças na diplomacia e terminologia oficial
O “livro azul'”do Ministério das Relações Exteriores japonês – que detalha as visões oficiais de Tóquio sobre diplomacia e o cenário internacional – descrevia a China como “um dos parceiros mais importantes do Japão” desde 2016.
No entanto, a edição deste ano simplesmente se refere à China como “um vizinho importante”. O relatório acusou Pequim de “fortalecer sua crítica unilateral e medidas intimidatórias contra o Japão”.
À medida que a disputa diplomática se aprofundou entre a segunda e a quarta maiores economias do mundo, Pequim pediu que seus cidadãos não viajassem para o Japão e apertou as restrições comerciais sobre algumas empresas japonesas.
Impactos econômicos e fim de uma era
Dados oficiais divulgados no mês passado mostraram que o número de visitantes chineses ao arquipélago japonês despencou 45,2% em fevereiro em comparação com o ano anterior.
Além da China, o livro azul diplomático do Japão pintou um quadro sombrio do cenário internacional como um todo.
“Pode-se dizer que a era comparativamente pacífica, que era conhecida como o ‘período pós-Guerra Fria’, já terminou“, afirmou o documento.
Fonte: CNA



