Um menino de 9 anos foi resgatado na França após viver trancado na van de seu pai por quase 18 meses, em uma chocante história de negligência e cativeiro. A criança foi hospitalizada, e o pai, detido.
A polícia foi alertada por um vizinho sobre “sons de uma criança” vindos de uma van no vilarejo de Hagenbach, próximo às fronteiras com a Suíça e a Alemanha.
Após forçar a abertura do veículo, os oficiais encontraram o menino em uma situação desoladora, “deitado em posição fetal, nu, coberto por um cobertor sobre uma pilha de lixo e perto de excrementos”, conforme declarou o promotor Nicolas Heitz.
Condições de saúde e justuificativa do pai
O promotor informou que o menino estava claramente desnutrido e não conseguia mais andar, devido ao longo período em que permaneceu sentado.
Ele também relatou que o garoto não tomava banho desde 2024.
O pai disse aos investigadores que colocou o filho na van em novembro de 2024 “para protegê-lo”, pois sua parceira queria enviar o então menino de 7 anos para um hospital psiquiátrico.
No entanto, o promotor Nicolas Heitz afirmou que não havia registro médico de que o menino tivesse qualquer problema psiquiátrico antes de seu desaparecimento e que ele apresentava boas notas na escola.
Investigações e acusações judiciais
O próprio menino revelou aos investigadores que tinha “grandes dificuldades” com a parceira de seu pai e que pensava que seu pai “não tinha escolha” a não ser trancá-lo.
O pai foi acusado preliminarmente de sequestro e outras infrações, permanecendo sob custódia.
Sua parceira negou ter conhecimento de que o menino estava na van, mas foi acusada preliminarmente, inclusive por falha em ajudar um menor em perigo, sendo liberada sob supervisão judicial.
A irmã do menino, de 12 anos, e a filha de 10 anos da parceira do pai foram colocadas sob os cuidados dos serviços sociais.
O enredo de ocultação e testemunhos
O Ministério Público está investigando se outras pessoas tinham conhecimento do aprisionamento do menino.
Amigos e familiares disseram aos investigadores que pensavam que o garoto estava em uma instituição psiquiátrica, enquanto seus professores foram informados de que ele havia sido transferido para uma escola diferente, segundo o Ministério Público.
As autoridades não divulgaram os nomes da vítima ou de seus familiares.
Fonte: The Independent



