Rússia e Ucrânia estão trocando acusações sobre a violação de um cessar-fogo declarado para a Páscoa Ortodoxa, levantando sérias dúvidas sobre a eficácia da trégua e a possibilidade de paz durante o feriado religioso.
O presidente russo, Vladimir Putin, havia anunciado um cessar-fogo de 32 horas, válido até o final do domingo (12) de Páscoa.
A Ucrânia também aderiu à iniciativa, buscando um período de calma para as celebrações.
No entanto, as forças ucranianas publicaram em suas redes sociais que, até a manhã de domingo, já haviam registrado mais de 2.200 violações do cessar-fogo, incluindo ataques de drones por parte da Rússia.
Em resposta, uma agência de notícias internacional informou que o governador da região ocidental russa de Kursk declarou que um drone ucraniano atingiu um posto de gasolina, ferindo três pessoas, entre elas uma criança.
Fé em meio ao conflito e ceticismo popular
Apesar do clima de tensão, no domingo, pessoas vestidas com trajes tradicionais para as celebrações de Páscoa se reuniram em um mosteiro em Kiev, na Ucrânia. Lá, tiveram seus ovos decorados borrifado com água benta, em um momento de fé e tradição.
Uma das visitantes expressou seu ceticismo em relação à trégua, afirmando que não acredita na sua sinceridade. Para ela, o cessar-fogo seria apenas uma oportunidade para os russos se prepararem, classificando-o como “um cessar-fogo falso“.
Outro visitante, por sua vez, manifestou um certo alívio ao saber que as pessoas podiam celebrar a Páscoa de forma mais ou menos pacífica. Contudo, ele enfatizou que os russos não são confiáveis, mesmo quando fazem promessas.
A troca de acusações e a desconfiança mútua continuam a marcar o conflito, mesmo em datas de significado religioso, evidenciando a fragilidade dos acordos de paz e a complexidade da situação na região.
Fonte: NHK



