A província de Aichi está intensificando seus esforços para estabelecer o primeiro serviço comercial de ônibus autônomo de Nível 4 em vias expressas do Japão.
Após extensos testes no ano fiscal de 2025, a província trabalha com a meta de implantação prática até o ano fiscal de 2027.
Esta iniciativa representa um avanço significativo, pois a autonomia de Nível 4 permite que um veículo opere completamente sem motorista sob condições específicas e predefinidas.
Testes de demonstração recentes envolveram um grande ônibus turístico que viajou entre o Aeroporto Internacional Chubu Centrair e a cidade de Agui (Aichi).
Durante esses testes, que operaram em Nível 2 de autonomia, o ônibus manteve velocidades de até 80 Km/h em um trecho de 16 Km.
O governador Hideaki Omura, que participou dos testes, observou que a viagem foi “notavelmente confortável e indistinguível de um ônibus de turismo padrão”, alimentando o otimismo para o futuro do projeto.
Pioneirismo e sustentabilidade no transporte
Embora veículos autônomos de Nível 4 já operem em escalas menores em outras províncias japonesas, um serviço em expressa dessa magnitude permanece sem precedentes.
Aichi tem preparado o terreno para esta revolução na mobilidade desde 2016. Ao apoiar a automação do setor privado, o governo espera criar um modelo de negócios sustentável e viável que possa, eventualmente, ser replicado em toda a rede de transporte do país.
A coleta de dados técnicos revelou que depender apenas da navegação por satélite era insuficiente devido a problemas de recepção de sinal em certas áreas.
Para resolver isso, os desenvolvedores integraram a tecnologia de correspondência de mapas (map-matching) e sistemas de detecção de marcação de faixa para garantir um posicionamento mais estável.
Esses ajustes permitiram que o ônibus completasse mais de 500 viagens de ida e volta durante a fase de testes sem grandes falhas operacionais, comprovando a confiabilidade básica do hardware.
Desafios técnicos e a próxima fase com passageiros
Apesar desses sucessos, o projeto ainda enfrenta desafios de precisão, principalmente ao navegar em pistas estreitas de cobrança eletrônica de pedágio (ETC).
Como os ônibus rodoviários são quase tão largos quanto essas passagens, mesmo um pequeno desvio na trajetória autônoma poderia levar a riscos de segurança.
Além disso, o sistema atualmente requer intervenção manual em zonas de construção, indicando a necessidade de uma melhor integração de dados de restrição de tráfego em tempo real no software de direção.
Olhando para o futuro, Aichi planeja retomar os testes em expressas em maio de 2026, marcando uma mudança fundamental ao permitir que passageiros comuns embarquem nos veículos pela primeira vez.
Esta fase será crucial para avaliar a demanda pública e refinar a experiência do usuário. Com o apoio contínuo do governo central para avaliações de risco e modificações de veículos, a província permanece no caminho certo para transformar o futuro do transporte japonês até 2027.
Fonte: JT



