As autoridades e equipes de resgate locais estão em uma corrida contra o tempo para localizar Hiroko Fujita, de 76 anos, que desapareceu misteriosamente de um tradicional resort de águas termais em Okayama.
No momento do desaparecimento, ela vestia apenas um yukata rosa claro com estampas florais e sandálias brancas, conforme relatado pela mídia local na quarta-feira (6).
Fujita, residente de Fukuyama (Hiroshima), estava hospedada no popular Yunogo Onsen com quatro familiares durante o feriado de Golden Week. Ela foi vista pela última vez pelo marido no dia 1º de maio, por volta das 21h, dentro da acomodação, onde deixou todos os seus pertences pessoais.
Relatos de avistamentos e buscas intensivas
Embora caminhadas noturnas não sejam comuns na área do resort, uma série de avistamentos na manhã seguinte sugere que a idosa percorreu quilômetros de distância do hotel.
No dia 2, às 6h, uma testemunha avistou uma mulher com as características de Fujita caminhando na pista de veículos, a cerca de 40 minutos do centro do resort. “Foi marcante ver alguém vestida daquela forma, caminhando onde não deveria estar àquela hora”, afirmou o homem.
Menos de uma hora depois, às 6h50, outro morador local a viu caminhando perto de uma curva arborizada na estrada. “Ela apareceu de repente. Caminhava de cabeça baixa, parecendo exausta e abatida. Algo parecia muito errado”, relembrou a testemunha.
Às 7h30, uma câmera de segurança registrou uma pessoa semelhante a Fujita a aproximadamente 4 km do centro do resort, seguindo em direção às montanhas.
Na terça-feira, as autoridades iniciaram uma operação de busca em larga escala, mobilizando 500 policiais, bombeiros e voluntários locais para vasculhar o terreno montanhoso. As buscas prosseguiram durante a quarta-feira, mas Fujita permanece desaparecida.
Segundo descrição da polícia, Fujita tem 1,58m de altura, porte físico médio e cabelos castanhos na altura dos ombros.
Embora tenha mobilidade física e consiga dizer o próprio nome, as autoridades indicam que ela não consegue recordar o endereço de casa, sugerindo um possível comprometimento cognitivo.
Tatsuyuki Narumi, ex-chefe de seção da Divisão 1 de Investigação da Polícia da Província de Kanagawa, analisou o caso, sugerindo que a idosa provavelmente ficou desorientada no ambiente desconhecido:
- Ela pode ter perdido a noção de localização no hotel e um instinto de retorno foi ativado, fazendo-a vagar.
- Quando alguém tem pernas e quadris fortes, a pessoa continua caminhando. Se ela está vagando sem saber onde está, o nível de perigo é extremamente alto.
- Embora um acidente seja provável, não podemos descartar a possibilidade de que alguém a tenha acolhido para protegê-la.
A polícia continua apelando ao público por informações enquanto as buscas entram em sua fase crítica.
Fonte: TR



