A madrugada de domingo (7) em Naka-ku, Nishiki, no coração de Nagoia (Aichi), parecia seguir o fluxo calmo de um fim de semana comum. Por volta de 1h30, a japonesa Akane Murata, de 29 anos, iniciou a travessia na faixa de pedestres. Ela não teve tempo de reagir. O impacto súbito de uma van interrompeu o silêncio da noite e deu início a uma sequência de cenas de horror presenciadas por testemunhas atônitas.
“Achei que o carro fosse parar, que fosse só um acidente comum”, relatou uma das testemunhas, ainda em choque. “Mas a mulher desapareceu e o carro simplesmente continuou andando. Ela estava embaixo dele“.
O horror não parou no impacto. Em vez de frear, o motorista acelerou. Sob o chassi, Akane permaneceu presa. Ao volante, o condutor começou a dirigir de forma errática, desenhando um ziguezague desesperado e cruel pelo asfalto, na tentativa de se desvencilhar do corpo. Foram 160 metros de agonia marcados por pneus queimados, até que o motorista ignorou o semáforo vermelho, virou à direita na avenida Sakuradori e sumiu na escuridão, omitindo qualquer socorro.
Vítima da crueldade não resistiu
No asfalto daquela avenida, restaram apenas marcas pretas de borracha e, solitários, os fones de ouvido de Akane. Socorrida às pressas, a jovem lutou pela vida, mas faleceu duas horas e meia após dar entrada no hospital.
Horas mais tarde, em um desfecho intrigante, o mesmo carro retornou à cena do crime. Ao volante estava 角田啓, um jovem assalariado de 21 anos, morador da cidade vizinha de Oharu (Aichi). Diante dos policiais de Nagoia, ele admitiu o atropelamento e a fuga.
Na segunda-feira (8), o peso de seus atos ganhou contornos definitivos. De cabeça baixa e olhar fixo no chão, o jovem entrou na viatura policial em Nagoia, formalmente indiciado, deixando para trás o rastro indelével de uma tragédia brutal.
Fontes: Tokai TV e Nagoya TV



