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Doença mortal avança no Japão e pesquisadores aceleram busca por diagnóstico rápido

A expansão dos casos de SFTS para províncias como Gifu, Ibaraki e Hokkaido motivou pesquisadores japoneses a criar um método de diagnóstico mais rápido e acessível para hospitais e clínicas.

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Japão avança no desenvolvimento de exame rápido para detectar SFTS
Japão avança no desenvolvimento de exame rápido para detectar SFTS (imagem ilustrativa/PM)

Pesquisadores da Universidade de Osaka estão desenvolvendo um kit de diagnóstico rápido para a Síndrome da Febre Grave com Trombocitopenia (SFTS), uma doença viral potencialmente fatal transmitida por carrapatos.

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O líder do projeto alertou que a enfermidade pode se espalhar por todo o Japão nos próximos anos.

O estudo é realizado em parceria com a Universidade de Fujita Health e a Universidade de Miyazaki. O objetivo é criar um teste capaz de fornecer resultados no mesmo dia em instituições médicas, reduzindo significativamente o tempo necessário para confirmar a infecção.

A SFTS apresenta taxa de mortalidade entre 10% e 30% e pode evoluir rapidamente após o surgimento dos sintomas. A doença é transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados e provoca febre, vômitos e outros sintomas graves.

Casos vêm aumentando e área afetada está se expandindo

De acordo com o Instituto Japonês de Segurança em Saúde, casos da doença já foram registrados em diversos países asiáticos. No Japão, as infecções são confirmadas desde 2013, principalmente nas regiões oeste do país.

Nos últimos anos, mais de 100 casos têm sido registrados anualmente, sendo os idosos os mais afetados.

Em 2025, os primeiros casos também foram confirmados nas províncias de Gifu, Ibaraki e Hokkaido, indicando uma expansão geográfica da doença. Atualmente, o principal método de diagnóstico é o exame PCR, mas o processo pode levar muitas horas até a obtenção do resultado.

Segundo o Instituto Provincial de Saúde Pública e Meio Ambiente de Miyazaki (província homônima), as amostras precisam ser enviadas das instituições médicas para análise especializada, e o exame pode levar entre meio dia e um dia inteiro para ser concluído.

Novo kit poderá acelerar tratamento e salvar vidas

Para agilizar o diagnóstico, os pesquisadores estão desenvolvendo um kit compacto que utiliza soro sanguíneo como amostra. O sistema emprega um método imunocromatográfico capaz de detectar reações entre antígenos e anticorpos, de forma semelhante aos testes de gravidez e de influenza.

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Os pesquisadores já identificaram diversos anticorpos candidatos que reagem especificamente aos antígenos da SFTS e produziram protótipos do kit.

A expectativa é que profissionais de saúde consigam identificar rapidamente casos positivos ou negativos diretamente nas unidades médicas, permitindo o início mais rápido do tratamento com antivirais, como o Avigan.

Além do desenvolvimento do teste rápido, a Universidade de Osaka também pretende criar uma vacina contra a doença.

Segundo o coordenador do projeto, Takayuki Yoshioka, a equipe já garantiu a maior parte dos materiais necessários e espera concluir o desenvolvimento do kit dentro de um prazo de um a dois anos.

Ele alertou que a disseminação nacional da doença é apenas uma questão de tempo e destacou que os esforços em diagnóstico e prevenção podem contribuir para reduzir significativamente o número de mortes causadas pela SFTS.

Fonte: MN

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